Teosofia: o Despertar da América

Javier Alberto Prendes Morejón

Teosofia - O Despertar da América

“Entre o caos das superstições populares, existiu uma instituição que evitou sempre a queda do homem em absoluta animalidade: a dos Mistérios”.

Voltaire

Com efeito, e com toda justiça, certos seres procuram dar prova, à luz de irrefutáveis e estarrecedoras evidências, que afora o domínio mundano ou temporal sobre o restante do globo (representado em particular pela Norte-América), não só o Ocidente, nesse quesito, se impõe, como também em relação à Espiritualidade (não só, neste caso, pela Norte-América – hoje gasta guardiã da democracia no mundo, diga-se de passagem -, como também pelo Brasil, em especial, e bem como todos os povos americanos, ou melhor dito, pelo Novo Mundo). Isso advoga, ao menos, a sagrada Teosofia ou Doutrina Secreta (a “contemporânea”, bem como a de tempos longínquos, que é a mesma e singular Teosofia, e isto verificável em diferentes fontes orientais, dentre as quais os próprios Vedas; na antiga Índia – também conhecida por “Arya-Vartha”, isto é, “Terra dos Ários” -, a mesma ciência é conhecida por “Gupta-Vidya”, “Sanatana-Dharma” ou “Brahma-Vidya”), através de seus mais excelsos (já desencarnados) e heroicos representantes: H. P. Blavatsky (com missão nos EUA), Mario Roso de Luna (Espanha) e Henrique José de Souza (Brasil). 

O novo ciclo de predomínio ou representatividade – que segue a sua própria lógica evolucional, marcada pela decadência, neste caso, da Europa e do Oriente -, em que o Ocidente passa a principiar como o guardião da mais alta espiritualidade, se inicia, ainda, segundo Henrique José de Souza ou J.H.S. – além de outros indícios -, com a morte de Ramakrishna, em 1883, acrescida da morte do “último Brahmâtma da Índia (uma espécie de Papa ou Governo Espiritual), mantido no norte do País…” e do “31º e último da série dos Budhas-vivos ou Bogdo-Khans” (em 1924), na Mongólia (ver “O Verdadeiro Caminho da Iniciação”, além dos artigos da “Revista Dhâranâ”, órgão oficial da Eubiose, ex Sociedade Teosófica Brasileira, e dos muito instrutivos Cadernos Fiat Lux, de Roberto Lucíola, disponíveis no site da Comunidade Teúrgica Portuguesa). 

Para os leigos – ou desatentos do esoterismo -, no entanto, percebe-se apenas, claramente, o domínio temporal (fato consumado pelo império industrial, financeiro e militar, e ainda cultural, dos Estados Unidos da América), enquanto todavia acredita-se que o Oriente é o atual e póstero mantenedor da Sabedoria dos Deuses, Conhecimento Perfeito, Religião-Sabedoria, Pistis-Sophia, Doutrina Arcaica ou simplesmente Sabedoria Iniciática das Idades (como mais comumente usa-se chamar, afora o nome Teosofia e Doutrina Secreta). 

Ora, quão equivocados estão estes e mesmos as pessoas cultas e mais capacitadas de nosso mundo!… Que dizer, então, dos mesmos esotéricos e ocultistas que (face à realidade latente, já vastamente comprovada pelos verdadeiros teósofos, em especial os três já citados, além do que nos fornece o estudo das próprias fontes orientais – primeiras a antever esta mudança cíclica – e, no mais, as predições de quantos profetas e sibilas tem existido…), ainda persistem, em seu afã místico pelo Oriente, no mesmo erro. Nada mais abrumador!… 

Não só o Novo Mundo passara a tornar-se o “representante”, já há muito antevisto ou profetizado (ver as palavras de Hermés Trimegisto ao seu discípulo Asclépias e as próprias palavras do “Rei do Mundo” ou Melki-Tsedek, ambas vastamente transcritas e publicadas na internet; ou ainda nos Vedas, onde, no livro IV, capítulo XXIV – Vishnú-Purana -, se acha uma fala de Krishna a respeito da Kali-Yuga – “Idade das Trevas” – que retrata perfeitamente este exato momento de aflição por que passa a humanidade; além daquela citada fala de Jesus aos seus discípulos no Monte das Oliveiras – ver Mateus 24:3-14) dessa mesma Sabedoria, como é também (correlativamente no Norte – EUA – e Sul – Brasil) o berço das duas últimas sub-raças do ciclo atual Ário ou Ariano (quinta Raça-Mãe de um grande ciclo universal de evolução, incluída em sete grandes ciclos que se perfazem ou caracterizam como sete Raças-Mães, e estas possuindo suas concomitantes sete Sub-Raças, estando ligadas  a estas últimas, ainda, outros sete ramos ou tribos associadas às suas origens primitivas). Logo: Ecce Oriente Lux por Ecce Ocidente Lux! (“apaga-se a chama do Oriente, acende-se a chama do Ocidente”) ou, como queiram, Itinerário de Ísis (IO). 

Portanto, que os intelectuais de nosso país e de nosso continente americano não fiquem alheios a tal advento cíclico – que é uma realidade em si mesma, determinada pelas próprias leis da Natureza, embora desconhecidas da ciência atual, mas persistentemente repetidas pelas velhas verdades ocultistas ou teosóficas -, cerceando o horizonte de seus intelectos nas incompletas e superficiais Academias de nosso tempo, a fim de que contribuam da forma mais profunda e ponderada para com seu povo e para com este novo ciclo de Aquários, cuja eclosão marca notavelmente o início da “Pós-Modernidade” – e também da 4º Revolução Industrial, como dizem – e por isso como seu pontapé kármico ou evolucional; daí surgirem, naturalmente, os “pós-modernistas” ou “pós-modernos”, também a exemplo dos modernistas, como no caso do “Verdamarelismo”, no sentido de estarem aqueles igualmente embebidos do faustoso néctar humanista e, portanto, alimentados pelo mais alto senso patriótico, continental e universal.

Assim, dentre as mentes pensantes, não é possível ou desejável que permaneçam alheias… ao Mistério!, enquanto continuam, por sua vez, embuçadas em seus rotineiros ofícios e tribulações diárias. Este, como verdadeira Realidade, de tempos em tempos revivida, e de tempos em tempos ocultada (de conhecimento esotérico à exotérico, e vice-versa, segundo os ciclos porque passa a humanidade, exemplo que são as quedas e ascensões das nações e raças), em natura brilha como o Sol, a iluminar o globo com sua Luz dadivosa, e em amor resplandece como a Lua, a “tonificar”, por assim dizer, os anseios por um mundo melhor. É sim esta a verdadeira fonte primaz dos conhecimentos humanos (a Árvore Mãe de todos os troncos posteriores), atualmente tão apartados dessa mesma origem. 

Todavia, que não sucumbam os homens cultos e ilustrados à mais pérfida e atroz materialidade de nossos tempos, insone como se mostra, ruína para o espírito, nem às vãs filosofias modernas, recalcadas como o são, e que de modo algum conduziram a humanidade à felicidade ou à ordem; nem tampouco, que sucumbam às mais tristes desesperanças, uma vez desacreditados como nos tornamos sob os áridos influxos do cotidiano e sob os bacilos do egoísmo e da apatia…  

Não! Que, ao contrário, procurem instruir-se na Sabedoria, cultivando o Amor, tornando-se lídimos representantes de uma religião sem partidos, tal como é a verdadeira religião, a Pistis Sophia (a religião baseada no caráter!). Ou antes, que, estudando a Teosofia, tornem-se rebeldes espirituais por excelência (pois a esses as portas do Paraíso estão abertas – daí “Abre-te Sésamo” -, pois, como diz o oráculo zoroastrino: “as almas rebeldes são as que se salvam”) e verdadeiras superpessoas, à imagem de tantos e tantos semideuses.   

Já é tempo, de fato, que as velhas filosofias definhem, e com elas tudo que tem afastado o homem da Sabedoria, dentre estas as próprias religiões exotéricas. E isto, para que a política renasça como virtude elementar do ser humano (“filha da boa moral”), e para que a educação deixe de separar mutuamente a Ciência da Arte, da Filosofia e da própria Religião.  

É tempo de união, mais do que nunca, diante das forças opostas ao progresso. Para tanto, que nossas mentes pensantes, e artistas, tomem consciência daquilo que tomam por mero “exotismo” (ou sob a rubrica literária de um estranho misticismo), quando muito, sem compreenderem, em suas vaidosas reflexões e opacos gêneros de vida, que a Realidade excede-lhes em compreensão… e Mistério!  

Há um novo mundo que deve nascer do rigor das elites, a empunhar em suas mãos o lótus divino do Amor e da Sabedoria – balanças inefáveis da evolução, como conchas ao progresso -, cujo trabalho tem por dever iluminar a consciência deturpada e mesquinha de nosso mundo, tão perfidamente maltratado pelas garras aduncas da ignorância. 

Como flores, portanto, de nossa era, devem tomar para si as dores do mundo, as dores do parto, e a pôr em seus ombros uma cruz, como verdadeiros pelicanos… 

Que não vacilem os intelectuais, portanto, não obstante um mar negro de tantas agruras, a arena distópica em que se agita ao longe e por toda parte o mal, sob a veste do egoísmo, e o lamaçal quase infindo de espinhos, que se entrecruzam com o próprio destino da humanidade, e que é a sua sina, como frutos plantados e colhidos, e a corrente natural que há de elevar as nações a um novo porvir…


II

“Da nossa vida em meio da jornada,
Achei-me em uma selva tenebrosa,
Tendo perdido a verdadeira estrada”.

Dante

Tenha-se claro, leitor amigo, que até bem pouco a assim denominada Sabedoria Iniciática das Idades (compreendida entre tantos nomes, e nas mais diversas línguas, a começar pelo sânscrito) esteve sob a tutela deificada do Oriente, passando a ser transferida para a América no final do século XIX, através do trabalho prodigioso da admirável e heroica Madame Blavatsky. A razão encontra-se nas próprias leis universais. Basta, com relação a isto, dizer que, naturalmente, a ordem de “poder” ou representatividade – se assim se pode dizer -, seja temporal ou espiritual, passa, ciclicamente, de um hemisfério à outro, de uma raça à outra, de uma civilização à outra (daí “Itinerário de Ísis”, ou seja, a passagem, neste caso, do poder espiritual do Oriente para o Ocidente e vice-versa, ao longo dos tempos ou idades – Yugas). 

Isso equivale a dizer que, antigamente, até bem pouco, toda milenar Sabedoria – ao menos em seus graus mais profundos -, só poderia ser obtida por meio dos instrutores orientais, reconhecidamente no Egito, Índia, Tibete, Mongólia, Pérsia, etc., afora, talvez, algumas Ordens ou Colégios Iniciáticos na Europa (a Ordem dos Cavaleiros Templários, a Maçonaria, a Rosacruz, etc.)… outrossim embebidos do néctar oriental, como verdadeira ambrosia divina.  

Ora, uma vez transladada essa representação espiritual, já há muito profetizada (para maiores comprovações leia-se as obras, quaisquer que sejam, do Professor Henrique José de Souza, além da super citada Madame Blavatsky), torna-se o Novo Mundo o portador dessa mesma e multissecular sabedoria iniciática (cujos primeiros marcos, para tal advento, seriam as descobertas de Cristóvão Colombo e Pedro Álvares de Cabral, respectivamente), cujos dois polos representativos, na América, como apontado, foram os EUA, primeiramente, e, em segundo lugar, o Brasil (o primeiro iniciando-se com a criação da “The Theosophical Society”, encabeçada por Madame Blavatsky, e o segundo, pela “Sociedade Teosófica Brasileira”, atualmente Eubiose, encabeçada pelo Professor Henrique José de Souza e sua mulher Helena Jefferson de Souza – estes como “gêmeos espirituais”… ou parelha divina).

Para maior esclarecimento, tenha-se em mente que, hoje em dia, tão banal já são os assuntos esotéricos ou referentes à “paranormalidade” ou casos de “extraterrestres” (antes tremendíssimos tabus), não à toa, pois em muito tem contribuído, para isso – entre outros -, os famosos trabalhos de Madame Blavatsky, do próprio Espiritismo de Allan Kardec, as obras de Mario Roso de Luna, na Espanha e, no Brasil, através do iminente trabalho do Professor Henrique José de Souza. 

Todos esses temas, antes velados, grande parte dos quais restritos ao Oriente e mesmo somente a alguns iniciados, hoje, em contrapartida, tornaram-se comuns, até mesmo vulgarizados, fazendo inclusive parte dos espetáculos cinematográficos hollywoodianos e sendo veiculados pela própria grande mídia, vindo a fazer parte também das mais informais e ricas conversas em cafés, ruas, bibliotecas, jardins, casas e espaços culturais. Isto, digo, é um efeito direto dos trabalhos iniciados pela Teosofia há mais de um século, e da imersão do Oriente no Ocidente.  

Todos estes temas esotéricos, como aqueles que falam em civilizações ou povos e cidades abaixo da terra; um “governo oculto” soberano e divino, conhecido como “Fraternidade Branca”; épocas e lugares como Atlântida, Lemúria, Hiperbórea, etc.; distintas versões sobre a vida de Jesus; a natureza de grandes ciclos, como conhecidos por Raças-Mães e suas respectivas Sub-Raças; os ciclos astronômicos maiores e menores, entre eles, a saber, o atual ciclo de Aquários, tão repercutido; o “Rei do Mundo”; o iluminado São Germano e o misterioso Cagliostro; as pirâmides e seus mistérios; a esfinge de Gizé e seu simbolismo; os Sete Raios, etc. etc. – são todos temas vindos à tona, senão de todo, em grande parte, através da Teosofia, ora divulgados para o grande vulgo e também, especialmente, para os meios esotéricos, embora pouco saiba-se de tudo disso, ainda hoje. 

É necessário compreender também que a Teosofia, através de todo conhecimento que assevera, vai consequentemente na contramão do “politicamente correto” (algo tão hipócrita, diga-se de passagem), das conveniências partidárias, religiosas ou quaisquer que sejam, pois vive a afirmar, a todo instante, visões além da história convencional e das “verdades religiosas” passivamente aceitas ou forçosamente impostas, que até então tem sido procurado manter intactas, embora daninhas e lúgubres por inteiro à humanidade. Por tudo isso, como perceberá o leitor crítico que interesse-se pelos assuntos esotéricos (cuidando-se para não cair na tônica misticista de caráter inferior), a Teosofia revela-se não-religiosa e não-política, antes filosófica e iniciática, tendo em seu bojo, por centro, a realização da Fraternidade Humana, como ideal maior entre os homens. E, dado este ideal, não pode ser aceita nenhuma ação e forma de pensamento que seja dissolvente entre os mesmos tais como o são, infelizmente, nossas religiões e partidos políticos. 

Neste sentido, bem condizente é a Teosofia com o espírito democrático (ou antes a democracia com a Teosofia, visto que esta última é anterior à primeira, e sendo que esta procura senão a própria união ou yoga entre todos os seres humanos, temporal e espiritualmente), e avessa a toda forma de totalitarismo ou retrocesso (Adharma ou involução). Com efeito, da própria Teosofia embeberam-se os iluministas, os ocultistas da Renascença e grande parte daqueles que lutaram pela independência da América e a dissolução, no velho mundo, das antigas dinastias hereditárias (saber teosófico advindo, nestes casos, através, sobretudo, da maçonaria, e esta através do Egito, Grécia e Índia, etc.). 

Lembrem-se também os brasileiros de que aqueles senhores que implantaram a República no Brasil – sem maiores prejuízos, isto é, sem guerra civil; foram contadas apenas três mortes após o golpe de estado; vale citar a recusa de Dom Pedro II em reprimir o golpe – eram todos maçons (todo um ministério ou elite, formado por sete pessoas, entre as quais o primeiro presidente do Brasil, o Marechal Deodoro da Fonseca, Ruy Barbosa – coautor da primeira Constituição republicana, junto à Prudente de Moraes – e Floriano Peixoto – segundo presidente do Brasil -, entre outros), portanto, esotéricos (o próprio Marechal Deodoro da Fonseca foi nomeado Grão Mestre da Maçonaria), e que não era outra a vontade daqueles senão a implementação de um projeto progressista de nação – embora em meio a erros, para tristeza de seres como o próprio Rui Barbosa -, como prova terem lutado pelo abolicionismo, o laicismo, o republicanismo e o federalismo, embora… quem se lembre deles? 

Lembrem-se, igualmente, os estadunidenses, de seus primeiros presidentes, também maçons (o que prova a importância da maçonaria ou do esoterismo, consequentemente, para a própria Modernidade e para a Democracia, e por corolário o Iluminismo), à semelhança do Brasil (também um “Estados Unidos”, porém, do sul da América, como de fato chegou a chamar-se “República dos Estados Unidos do Brasil”), pois ambas as pátrias estão destinadas, por Lei ou por Natureza, a assumirem um papel especial no decurso da evolução humana – além do continente americano como um todo, dado o esplendor único de seus povos -, sobretudo o Brasil, berço da sétima e última Sub-Raça desta quinta Raça-Mãe (raça Ária ou Ariana, da qual os nazistas queriam colocar-se como os únicos “ários” ou “arianos” verdadeiros…). 

Entretanto, o mais profundo amargor invade a alma de um verdadeiro intelectual (considerando-se este como aquele cuja inteligência e vontade estão além das fontes parciais e errôneas das Academias – que nada mais são do que fronteiras à própria evolução -, introjetadas desde cedo na formação dos mesmos, acabando por formatar-lhes a alma e deformar-lhes o espírito de pesquisa – pouco “universais” ou renascentistas que são, em verdade, longe de serem polímatas ou verdadeiros eruditos do saber humano), quando reflete-se em sua consciência o fato de que, ainda que toda uma possível grandeza esteja predestinada para com a nação, esta, todavia, é incapaz de apreciá-la em sua devida grandeza; muito pelo contrário, não reconhece-se de modo algum tão majestosa (pois que foi escolhida para ser o berço duma missão especial!, além da grande espiritualidade e cultura, ao menos, verificável no litoral brasileiro, digna de todos os aplausos e admiração), embora, entretanto, com certa razão sendo negligenciada tal realidade, ou melhor, de maneira compreensível, dada a característica ainda medieval de nosso povo e a obra relativamente recente da Teosofia no Brasil e a sua superficial penetração nas camadas mais cultas da sociedade.  

Em virtude deste problema é que devem trabalhar os homens e as mulheres conscientes do Novo Mundo, abrilhantados pela Teosofia e pela Razão, pelo Amor e pela Humildade, de modo que retomem o orgulho e a esperança de nossas gentes, elevando-a ao grau consciente que corresponda ao seu já demarcado destino ou Karma. E, para tal engrandecimento ou reconhecimento (e isto nada mais é do que o dever dos intelectuais…), se faz necessário que os próprios intelectuais da América percebam esse mesmo destino reservado ao Novo Mundo. Pois, quem, de fato, poderá educar as massas e preparar o terreno para melhores dias, senão aqueles mais cultos e sábios entre nós?

Que não duvidem, portanto, os americanos, de que esta terra está destinada, por Lei, a ser a fina flor do futuro – como já o é no presente -, a pétala de um florão que liga o Brasil à própria Índia e ao Egito!… Que não duvidem, também, que aqui, com a mistura imensa de povos, com a rica mescla de tradições, está para nascer o embrião de duas futuras Sub-raças; nem duvidem de que, ao tempo dos Descobrimentos, muitas daquelas personagens históricas, como Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral, não foram outras senão… “seres de outros mundos”! 

Por isso tudo mencionado, e pedindo-lhes fé, além de espírito crítico, faço-lhes um apelo: não necessariamente que integrem as fileiras de um colégio iniciático teosófico, nem de qualquer outra escola, mas que, de uma vez por todas, rompam o filão do prejuízo que possuem contra o esoterismo – até certo ponto compreensivelmente fundamentado -, mas que passem, entretanto, a estudá-lo da forma mais lúcida e ponderada possível, atendo-se, como sugiro, às leituras de Madame Blavatsky e do Professor Henrique José de Souza (esclarecendo que este, em verdade, está mais apto a explicar e difundir o conhecimento teosófico, como se poderá verificar por conta própria e como a própria Blavatsky já anunciava em sua Doutrina Secreta), sendo que, através destes, poderão vocês, leitores do Novo Mundo, nos escritos dos mesmos, encontrar um número apreciável de referências à autores e livros verdadeiramente dignos de estudo, como é o caso do polígrafo Mário Roso de la Luna.


III

“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.”

Sócrates

Mister se faz à humanidade a ruína de todas as velhas muralhas que tem separado um irmão do outro, condenando a humanidade inteira à desgraça, pois, de todo modo – todavia face à ignorância coletiva dos homens -, univocamente nada nos separa, de fato e em verdade, já que viemos todos, igualmente, de uma origem comum e universal (entenda-se por isso “Deus”, a Divindade, a Natureza, o Universo, a Existência, o Uno ou como bem se queira). 

Mister se faz, por isso, a revelação da verdadeira antropogênese (além da verdadeira cosmogênese) humana, para indicar ao homem aquilo que desconhece até hoje; conhecimento este velado e restrito a poucos homens e mulheres, ao longo das idades – já que poucos entre nós são capazes de entender a Verdade, bem como são poucos os capazes de ansiá-la. Daí, portanto, a necessidade imprescindível que se faz da reforma e integração da Educação Universal, pois, enquanto não estiverem amplamente difundidas as verdades remotas de nossa existência coletiva, não haverá o mundo de conhecer seu verdadeiro passado nem, portanto, de compreender as raízes e razões de seu presente nem, por conseguinte, de seu futuro. Uma história integral e verdadeira, logo, se faz mister à evolução humana, e não há outro nome para tal história senão o de… Teosofia! (“Sabedoria dos Deuses”, “Conhecimento Divino”). 

Compreendam também os intelectuais que, tudo quanto diz respeito aos mitos (ou às lendas das mais variadas tradições), está ligado também à Verdade ou à mesmíssima Sabedoria Iniciática das Idades, como única chave interpretativa de seus segredos, ou antes, à Trindade que é o Homem, isto é: Corpo, Alma e Espírito (aspecto trino de uma só unidade, como é exemplo a Trindade Cristã – Pai, Filho e Espírito Santo -, a Trimurti indiana – Brahmâ, Shiva e Vishnú – as Parcas ou Normas gregas – Cloto, Laquese e Atropós –, a Trindade caldaíca – Anu, Hea e Bel -, a Trindade egípcia – Osíris, Ísis e Hórus -, a Trindade hebráica – Kether, Chochmah e Binah – ou ainda as forças Centrípeta, Centrífuga e Equilibrante, etc., como sabiamente nos ensina o Professor Henrique José de Souza).  

Com efeito, misteriosa e deslumbrante é a Realidade, enaltecida pelo sol da Verdade e sem véus de Maya – precisamente observada pelo ponto de vista teosófico ou da “Voz do Silêncio”. Não creiam os leitores, portanto, que a história ensinada nas escolas está próxima da verdade, nem muito menos as suas pretensas “santas religiões”, em especial a cristã, por desconhecer esta – e aquelas outras – a interpretação esotérica da própria doutrina Crística; por isso mesmo religião exotérica, ou voltada para as massas e, consequentemente, cheia de erros e deturpações. 

Não creiam, todavia, que, por isso, sejam inúteis ou falsos os ensinos dos profetas e sábios quando, em verdade, não fora a própria Igreja – ou Mesquitas e Sinagogas – capaz de decifrar o sentido oculto de suas palavras e atos. Por ser assim é que sempre houve a necessidade de, paralelamente ao exoterismo, ou às religiões oficiais, a existência de colégios ou sociedades secretas, justamente para dar a devida interpretação esotérica àquelas mesmas palavras e atos… e assim contra “a letra que mata”. 

Destarte, com o intuito de compreender a História, a Mitologia, a Ciência, a Filosofia, as Artes, a Linguagem, etc., junto “aos poderes latentes no homem”, faz-se necessário que o leitor aprofunde-se no estudo dessa mesma e multissecular Sabedoria Iniciática das Idades ou Sabedoria Divina, Conhecimento Oculto, etc., como verdadeiro liame que liga a alma ao espírito (ou à Consciência Eterna, o Eu-Imortal). 

Por isso, quando, por fim, houver tamanho consenso entre os seres humanos, considerando-se apenas o estado de consciência como única e real diferenciação; quando, por fim, resplandecer uma única ética, alicerçada senão no Amor e na Sabedoria, como colunas inseparáveis; quando, por fim, se fizer firme e inquebrantável a Fraternidade Humana, como “um por todos e todos por um”; quando, portanto, a educação for una e os valores idênticos, sem desigualdade, sem crime, vício e loucura – nesse momento reinará sobre a face da terra a mais prodigiosa felicidade! Seremos então, por fim, inteiramente uma humanidade à semelhança dos “deuses”. Noutras palavras, viveremos no Paraíso terrestre ou, antes, sob uma Idade de Ouro (Satya Yuga). 

Ressalto, por tudo isso aqui exposto, que, independente do que pensem, caros leitores, o Karma abrira as suas asas sobre o solo sagrado do Ocidente, das planícies e montes do sul ao norte da América, e que as flores que aqui hão de vicejar, fatalmente irradiarão os seus perfumes revitalizantes sobre o resto da terra, iniciando então um novo período áureo de Amor e Sabedoria. 

Que os intelectuais americanos, em suma, não se esqueçam destas verdades, que as confirmem por seus próprios meios, e que trabalhem pelo mesmo ideal teosófico, isto é: a Fraternidade Humana. Para isso, que sigam o preceito daquele antigo e divino oráculo de Delfos: 

Homem, conhece-te a ti mesmo

Nosce te ipsum (latim) – Gnôthe seauton (grego transliterado)


Apêndice

(para maiores esclarecimentos, este apêndice visa elucidar algumas palavras, conceitos e acrescentar informações úteis ao leitor, referentes à Teosofia)

“É pelo livro e não pela espada que a humanidade vencerá a mentira e a injustiça, e conquistará a paz final da fraternidade entre os povos”.

Emile Zola

Satyan nasti para Dharmah – “Não há religião superior à Verdade” (lema da sociedade teosófica de Adyar)

Spes Messis in Semine – “A esperança da colheita reside na semente” (lema da Sociedade Teosófica Brasileira, atual Eubiose) 

– Eubiose (neologismo): “Ciência do Bem Viver”, representante da Teosofia na América, localizada no Brasil, com sede principal em São Lourenço (Minas Gerais). Cabe dizer que é através desta organização que se fez patente (na sua antiga forma de Sociedade Teosófica Brasileira, antiga Sociedade Dhâranâ), na face da terra, a representação da Grande Fraternidade Branca no Brasil, e que seu ex-Dirigente, Henrique José de Souza, não era senão um “ser aghartino”… Seu trabalho nada mais foi do que preparar o povo brasileiro e americano para o advento da sétima sub-raça e o ciclo de Aquários, o que significa dizer o aprimoramento da consciência humana; por isso, em vista à educação “física, moral e intelectual” de nosso povo e continente. 

– Svástika: símbolo da evolução, cujo movimento de se dá da esquerda para a direita, a exemplo da rotação dos astros em torno do Sol. De fato, a Sovástika, usada pelos nazistas, é o seu contrário, ou seja, a involução, o que desde logo serve para advertir o leitor de seu tremendo malefício para a terra. Não esquecer, também, que a vida universal processa-se através do choque de forças contrárias, quer seja o Bem e o Mal, “Deus e o Diabo”, tão mal interpretados, nesse sentido, pela própria Igreja. 

Não é de se alarmar, portanto, que reine, por vezes, e assim infinitamente, um ciclo de trevas (Kali-Yuga), para noutro momento reinar sobre a terra um ciclo dourado (além dos de prata – Tetrâ Yuga – e bronze – Dvâpara Yuga); nem deve-se alarmar-se, logo, com a queda das civilizações, a ruína das grandes culturas e o desaparecimento de povos inteiros, pois há sempre, num determinando momento – isto é, de fim de ciclo, e não de fim de mundo, como tão vulgarmente dizem por aí – uma “Barca da Salvação” e, consequentemente, um “novo Noé” (ou Éon) para guiar os “escolhidos” ou “fiéis à Lei”… 

– Manu e Avatar: a cada novo ciclo astrológico (estamos agora no ciclo de Aquários, iniciado em 2005, segundo a Eubiose) é enviado à terra um Manu e um Avatar, com o primeiro precedendo o segundo, ou antes, preparando um povo determinado para a sua vinda, quer seja reconhecido ou não. As informações a este respeito são das mais misteriosas, constituindo mesmo um dos mistérios pinaculares.

Fala-se também do papel dos Iokanãns, como João Batista, em função de mensageiros ou anunciadores do mesmo Avatar, e que este, segundo a Teosofia, desdobrar-se-ia em três personalidades distintas, mas atuando com o mesmo fim. Tal fim seria a Sinarquia ou o “Reino de Deus” na Face da Terra.   

Manu, entre outras significações, é o condutor ou guia de um povo, tribo ou ramo familiar, etc. (como Moisés, por exemplo, ou o próprio Noé, também conhecido por Vaivasvata, cuja existência remonta há 850.000 anos, sendo o primeiro Manu do ciclo Ário ou Ariano), enquanto o Avatar (ou “Manifestação do Espírito de Verdade”, a saber, subdividido em três níveis: total, parcial e momentâneo) é uma divindade especialmente enviada para a instrução de um ciclo que se inicia – ou “Redenção” da humanidade -, de modo a incutir os valores que a mesma deve persistir em alcançar para a sua própria evolução – ou a evolução da Mônada -, como são provas, por exemplo, Jesus Cristo e Gautama Buda (cujo “Cristo” e “Buda” são somente estados de consciência, grau ou dignidades atribuídas, não nomes próprios, com o mesmo significado de “Iluminado”, “Ungido”, “Sábio”, etc.). Um e outro, porém, fazem parte de uma mesma “rede” ou organização, a saber, a “Fraternidade Branca” ou “Governo Oculto” (esta mesma organização cuja morada é a mítica Shamballa das escrituras orientais, a “Ilha Imperecível” ou o “País das Divindades”). Por isso, e por mais, é pura tolice a diferenciação e as lutas sangrentas feitas entre as religiões em nome de um ou de outro grande ser – sejam estes os Iluminados em questão ou quaisquer – pois, como se vê, não há tal oposição dentro da ótica ocultista. 

– Rei Badezir e os irmãos gêmeos Yetbaal: diz-se que, ao contrário do que alega a história oficial, no entorno do ano 800 A.C chegara à América do Sul, pela costa atlântica, no que é hoje o litoral norte e nordeste brasileiro, uma série de embarcações fenícias (7 ao total), vindas de Tyro, então capital da Fenícia, trazendo consigo uma elite daquele império – na verdade, até mesmo antes desta viagem… -, sob a liderança do chamado Rei Badezir, juntamente com dois de seus filhos, os irmãos gêmeos Yetbaal. 

Antes, porém, de desembarcarem no Brasil, reza a tradição (contada inclusive pelos próprios tupis, ainda hoje) que primeiro desembarcaram na América Central, na então chamada Caraíba, no mar Caríbico (ou Antilhas, de onde “Atlantilhas” ou “pequenas Atlântidas”, e daí, por conseguinte, o posterior nome: Caribe), no país dos Caris ou Carás (onde havia então sete tribos tupis, ligadas aos Cários, do mar mediterrâneo, antigos povos atlantes, dos quais os índios americanos são descendentes diretos destes últimos, como os tupis e também… o próprio Egito), e de lá trouxeram para a América do Sul uma parte desse povo, sendo que a outra parte fora, em pequenas embarcações, em direção à Venezuela, daí o nome de sua capital ser Caracas…  

Chegando, pois, ao território brasileiro, Badezir com seu séquito, agora entre eles o arregimentado guerreiro e nobre povo tupi, lançaram mão, do Amazonas à Salvador, de um governo temporal, conduzido pelo próprio Badezir e seus sacerdotes; e de Salvador ao Rio Grande do Sul, como governo espiritual, conduzido pela parelha dos irmãos gêmeos Yetbaal. A história, todavia, vai mais além, cheia de intrigantes observações, porém, ao propósito deste escrito, é suficiente com terminar por dizer que, no Rio de Janeiro, na Pedra da Gávea, ainda hoje vê-se um rosto, com cabeça de nobre fenício, talhado na rocha viva, e com as seguintes inscrições: TYRO FENICIA BADEZIR YETBAAL

Além disso, diz-se que outra grande obra fora criada pelos Fenícios, nas proximidades daquela mesma região, chamada Restinga de Marambaia

Ver, sobre tudo isto que é dito, os seguintes autores: Diodoro de Sicília; Varnhagen (Visconde de Porto Seguro, em sua obra “História Brasileira”); padre Antonio Vieira; o historiador e filósofo Ludovico Schwennhagen; Bernardo Silva Ramos; o mestre frei Custódio Alves Serrão; e Dr. Gustavo Barroso (“Aquém da Atlântida”). Para ainda mais, sobre estudos e provas a respeito de migrações pré-colombianas e cabralinas na América, que muito há de surpreender o leitor: Humboldt; Couto de Magalhães; Onofroy de Thoron; e Mustafa Ibrahim.  

Diz-se ainda, por fim, que o nome “Brasil” não derivaria do “pau-brasil”, mas sim do próprio Rei Badezir, em sua homenagem. 

Quão intrigantes não são estas afirmações e, se ao menos, fossem levadas à sério pelas autoridades políticas e pelas elites intelectuais. No entanto, face à todas as provas já dadas sobre este tema, temos diante de nós uma verdade inconteste. É necessário dizer, porém, que essa migração não fora simples “acaso” do “destino”, mas que fora uma obra profética destinada de antemão com vistas a preparar o Brasil para seu posterior futuro “íbero-indígena-africano”… quanto mais como sinal da sétima Sub-Raça que está por vir (quando… “Brasil, berço do Avatara!”). 

– “O lastro teosófico”: para outros mais esclarecimentos a respeito da importância da Teosofia, dos colégios iniciáticos ou do esoterismo, é valioso citar que muitos dos filósofos da antiguidade chegaram a iniciar-se em escolas de Mistérios, dentre as quais algumas figuravam na Índia e no Egito, lugares onde diz-se que o próprio Jeoshua Ben Pandira (Jesus Cristo, ou Tyani Tsang, em tibetano) viajou, além de outros lugares, incluindo a Grécia, Babilônia, Pérsia, Tibete (ou Bod-Yul, em tibetano: “País do Conhecimento, da Sabedoria Perfeita”, ou o “Telhado do Mundo”)… tendo sido iniciado, entre outros lugares, no famoso convento budista de Himis, ao norte da Índia (Leh, capital de Ladak, Caxemira, isto é, região do Himalaia), daí dizer-se que Cristo era um Adepto Oriental…

Sobre fontes comprobatórias do que é dito, ver: Nicolau Notovitch (“A vida desconhecida de Jesus”), Swami Abhedananda, (“Calcutá e Tibete”), Nicholas Roerich (“Coração da Ásia”, “Shamballa”), Elizabeth Gaspari, Holger Kerstem (“Jesus Viveu na Índia”). 

Outros mais, filósofos, dizia, foram ao Oriente iniciar-se (ou de algum modo entraram em contato com a Sabedoria Iniciática das Idades), tendo depois desenvolvido ou amadurecido suas respectivas obras filosóficas, dentre eles: Platão, Pitágoras, Apolônio de Tíana, Plotino, Plutarco, Jâmblico, Empédocles de Agrigento e alguns outros pré-socráticos e filósofos do período helênico, dentre muitos historicamente. 

No Renascimento e Modernidade, também, muitos foram os que se embrenharam com a alquimia e os mistérios, ajudando mesmo na criação da ciência, da filosofia, da arte e literatura modernas. O próprio Voltaire, Dante, Newton, Paracelso, Francis Bacon, Da Vince, Fernando Pessoa e Victor Hugo são exemplos disso, dentre muitos. 

Não tenha dúvidas o amigo leitor da veracidade da Teosofia ou da Sabedoria Iniciática das Idades ao longo dos tempos. Seu ensino, embora secreto, tem sido utilizado e inspirado os mais diversos e ilustres personagens da história humana.  

– Teosofia: “Saber dos Deuses”.

– Teogonia: “Genealogia dos Deuses”.

– Fraternidade Branca: “agrupamento” de seres que constituem uma organização soberana e independente dos poderes mundanos, cuja representação, por meio de seus Adeptos ou Hiererquia Oculta e os representantes daqueles na superfície terrestre, espalha-se por todo o planeta, e cujo núcleo físico são as cidades “aghartinas”, ou seja, as cidades, cantões ou mundos intraterrenos. Diz-se que existe desde meados da Raça-Mãe Lemuriana, há milhões de anos, quando surge, de fato, a Humanidade (separação dos sexos, reprodução uterina, etc.). 

– Uma Nova Era: como podem ver, caros leitores, a teosofia espelha o próprio desenvolvimento humano, ou a história da evolução dos ciclos, estando intrinsecamente ligada às raças, culturas, reinos, impérios… figuras místicas e enigmáticas, grandes gênios (ou “Jinas”), e toda sorte de eventos “sobrenaturais” ou mesmo de grandes e renovadores cataclismos. 

Note-se bem que, porém, nos dias atuais, em já plena “pós-modernidade”, muitos dos antigos mistérios, entre eles profecias e conhecimentos antes velados à humanidade – exceto a raros iniciados -, já não mais estão relegados a enigmas indecifráveis, lendas ou mitos mais ou menos dignos de veracidade, mas propositadamente, tudo isto, tem sido autorizado dar à luz, conforme os ditames da própria Lei (ou Deus, se se quiser, pois essa, na realidade, seria sua justa interpretação), com o único propósito de iluminar os caminhos humanos em direção à Luz ou Redenção.  

Por essa razão, daqui em diante, será mais concreta e visível a difusão destes conhecimentos, conforme as gerações forem tomando conta dos próprios e a própria Lei permitir novas revelações. Que os pais de hoje, portanto, instruam desde já seus filhos na Sabedoria Iniciática das Idades, e a si próprios, sob a pena de gerarem filhos retrógrados à evolução humana. Outrossim, essas mesmas novas gerações haverão de incutir em seus pais, familiares, amigos, vizinhos e estranhos, o estrato de um novo mundo em construção, neste tempo de destruição, ou antes renovação. 

Note-se também que, segundo essa mesma Sabedoria, diz-se que ao fim de um grande ciclo, como aquele que teria posto a termo a antiga Atlântica, após uma série de ferozes cataclismos, restando cada vez menos pedaços da mesma, aqueles, como se diz, “fiéis à Lei”, como parte de uma seleta elite “física, moral e intelectual”, na iminência do desastre, pelo mérito, portanto, são poupados de semelhante desgraça, como aquelas advindas de terríveis terremotos e maremotos, etc. (dos quais nos dá ideia os símbolos do Apocalipse), para virem a habitar os próprios subterrâneos, longe de qualquer perigo, onde, depois, farão parte de uma nova elite que repovoará a mesma terra pós-cataclismo, como “sementes” raciais que foram de um ciclo que finda (família espiritual do Manu), e junto às levas de outros povos há muito protegidos no seio da terra (verdadeiro “omphalos” ou umbigo do mundo). 

Quem tiver fé nestas palavras e, além da fé, procurar o conhecimento hoje resplandecente, não só dentro dos colégios iniciáticos, como também nos livros ao alcance de quaisquer e, parcialmente, na própria internet, poderá muito bem se preparar, “física, moral e intelectualmente” para tal futuro, pouco importando se está próximo ou não, bem como a seus entes queridos, sobretudo filhos e familiares. 

Que, porém, tal fenômeno esteja ou não próximo, de nada importa, pois, mais importante, é o efeito sobre a mentalidade daquele que, crendo nisto, desperta o anseio para preparar-se para tais dias, em busca de sua própria autorrealização, ainda que tal esforço venha a concretizar-se plenamente em vidas futuras. 

– Referências literárias para o leitor (que tão caras se fazem aos olhos daqueles que “buscam”, dada a pouca confiabilidade desses que escrevem sobre coisas místicas), sugeridas ou comentadas pelo próprio J.H.S, com especial destaque para o escritor Mário Roso de la Luna, como grandessíssimo teósofo que é: “A Divina Comédia”, de Dante (Dante era templário e foi cronista da Ordem); “Dicionário da Língua Portuguesa”, do Frei Domingos Vieira; “Dans le Thibet”, “Dans la Tartarie”, “Dans la Chine”, do padre Huc; “La Esfinge”, “De Sevilha a Yucatan”, “El Tesoro de los Lagos de Somiedo”, “De Gentes del Outro Mundo”, “El Libro que Mata a la Muerte ou El Libro de los Jinas”, “En el Umbral del Mistério”, “Simbologia Arcaica”, “Simbolismo de las Religiones del Mundo”, “Uma Mártir del Siglo XIX ou Helena Petrovna Blavatsky”, “Aberraciones Psíquicas del Sexo ou O Conde de Gabalis”, “La Humanidad y los Césares”, todos de Mário Roso de la Luna, entre outros; “História de Espanha”, de Moreno Espinosa; “Os crimes dos Papas”, Lachâtre; do “Mahâbhârata” o Bhagavad-Gita; “A Luz do Caminho e Idílio Branco”, de Mabel Collins; “A Bíblia na Índia”, de Louis Jacolliot; “A Vida Superior ou Regras do Raja-Yoga”, de Rajaram-Tukaram; “A Imitação de Cristo”; “Ísis sem Véu”, “A Doutrina Secreta”, “A voz do Silêncio”, de  H. P. Blavatsky

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