Iniciação (Teúrgica) JHS – Parte II

Hugo Martins

OS MUNDOS SUBTERRÂNEOS

No Ocidente, este mistério foi abordado publicamente e com grande propriedade por diversas personalidades célebres no Ocultismo nos últimos quartéis do século XIX e nos primeiros do século XX, das quais podemos destacar Saint-Yves d´Alveydre (Missão da Índia na Europa), Ferdinand Ossendowsky (Homens, Animais e Deuses), René Guénon (Rei do Mundo), Papus (Gerard Encausse, Traité Elementaire d´Ocultisme), Nicholas Roerich (Shambhala, a Resplandecente), Alfred Percy Sinnett (The Mahatma Letters, carta IV), Mário Roso de Luna (Libro que mata a la Muerte o El Libro de los Jinas), dentre outros, os quais serviram de voz no meio público para divulgar algo que até ao momento era desconhecido desse, por ser restrito a determinadas correntes espirituais e/ou organizações iniciáticas secretas. No entanto, apesar da inteira relevância tradicional dada ao tema por todos eles, a abordagem, retificação e revelação do mesmo pelo Venerável Mestre JHS, não se ficou no terreno estéril das especulações intelectuais, antes adentrou a sua vivência efectiva, real e prática, não deixando de delegar aos seus discípulos mais próximos infindáveis páginas e páginas de revelações desconhecidas até então sobre a “fisiologia” ou “estrutura” dos Mundos Subterrâneos e seus habitantes, sendo depois uma pequena parte adaptada e transmitida, sob a maya ou véu da ciência e da religião, à mentalidade pública moderna, sem nunca deixar de realçar a espiritualidade do assunto num carácter absolutamente teosófico.

O segredo em torno deste tema foi muito bem guardado ao longo das eras, pelo facto de o mesmo constituir um dos maiores, senão o maior, dos Arcanos da Tradição Mistérica. Enquanto Madame Blavatsky abriu caminho com a “sua” Teosofia, escrutinada na sua obra monumental A Doutrina Secreta, para revelar e comprovar um grande segredo ou arcano, proibido até então, ou seja, a existência da Grande Loja Branca ou Governo Oculto do Mundo, o Professor Henrique José de Souza foi mais adiante dispondo-se como expressão directa do mesmo na Face da Terra, completando com a revelação do grande mistério da Terra Oca, ou seja, o Mistério do Mundo de Agharta.

Num aparente contraste, se as várias religiões apregoam o Reino dos Céus ou a espiritual Paradhesa (Paraíso), qual será a relevância da Terra Oca ou do Mistério dos Mundos Subterrâneos para a Humanidade? Em uma primeira abordagem, justifica-se por ser Tradição Hermética ou Oculta, no sentido do indivíduo analogamente aceder ao interior da Terra como acede ao interior de si mesmo. No entanto, algo de extraordinariamente rico está implícito nesse processo, ou seja, o do planeta Terra sendo um Ser Vivo, como muito bem afirmam os cientistas modernos, possui em si mesmo um repositório memorial e espiritual de toda a Evolução Cósmica (no seu interior) desde o início dos tempos, aquando da manifestação do Logos tomando forma como Globo. Significa isto que a Terra possui em si mesma todo o conhecimento e sabedoria do mundo desde os evos imemoriais da Raça Humana. Assim, aceder a esse fantástico repositório é como encontrar o Santo Graal, o Conhecimento Universal, justificando todo o secretismo, ante o despreparo humano, que se estabeleceu ao longo dos tempos em torno deste assunto.

As diversas tradições religiosas e textos sagrados da Antiguidade sempre se referiram aos Mundos Subterrâneos, dando-lhes diversos nomes e termos de acordo com a tónica e especificidade cultural da época. Verifica-se, por exemplo, o famoso Mundo de Duat ou Amenti no Antigo Egipto, o Hades da mitologia grega, a Shamballah das tradições transhimalaias, o Edon e o seu misterioso povo Thuat de Danand da cultura celta, a Ilha Encoberta de que nos falam as profecias do Bandarra, ou o famoso V.I.T.R.I.O.L. da tradição alquímica medieval, sempre remetendo para um lugar idílico ou paradisíaco ausente de morte, doença ou corrupção humana, onde apenas os mais selectos ou merecedores, homens e mulheres destacados pelas suas virtudes e acções em vida, poderiam entrar, comungando conjuntamente com os deuses e os seus divinos tesouros de vida eterna.

Apesar das afirmações que já fizemos relativamente aos Mundos Subterrâneos e às evidências da sua existência, não comentaremos factos mais ou menos noticiados que não se abordem à luz da Tradição Iniciática, como, por exemplo, esses do aparecimento através dos séculos dos chamados “discos-voadores”, vistos a penetrar no mar ou a desaparecer no solo em alta velocidade, ou o dos conspiracionismos “exo-políticos” hoje abundando nas televisões e redes sociais. A investigação deve ser desenvolvida de forma tradicional, iniciática (jamais especulativa ou sensacionalista, alimentadora da impuberdade sensorial!), basear-se, como não poderá deixar de ser, na Lei da Analogia, como expressa a Tábua de Esmeralda:

“É verdadeiro, completo, claro e certo: o que está em baixo é como o que está em cima, e o que está em cima é como o que está em baixo, para a realização do milagre de uma Coisa Única…”

Com esse método estabelecemos a similitude das relações entre o Microcosmos e o Macrocosmos. O Homem representa um Microcosmos perfeito, isto é, contém em si a imagem completa do Macrocosmos, por sua vez em relação sincrónica com a Mater-Rhea, Mãe-Terra, a própria Matéria.

Nesse sentido, quando alguém pretende realizar uma prática espiritual recolhe-se no sanctum sanctorum de si mesmo, no seu próprio imo que é a parte mais pura de cada um (“Feche-te em teu quarto e ora a teu Pai em segredo”, Mateus 6:6). Se fazemos isso, é perfeitamente óbvio que o fazemos por saber que o nosso melhor está no interior! Portanto, não é igualmente concebível que analogamente o melhor do planeta (que é o corpo de manifestação do Logos, Verbo ou Vach, Ser extraordinariamente mais evoluído identificado ao próprio Deus de um e todos os da Terra) esteja no seu interior?

Assim, em primeira instância, podemos relacionar os diversos estados de consciência alcançados (ou alcançáveis) na prática da meditação com os estados de consciência existentes nos Mundos Subterrâneos, mediante a nossa maior interiorização da consciência. Por outro lado, o Homem possui no seu Corpo Físico-Etérico, de acordo com os ensinamentos tradicionais, Sete Chakras ou “Sóis Vitais”, através dos quais, privilegiadamente, recebe e distribui toda a energia vinda do Cosmos por via dos Sete Luzeiros consignados pela Tradição das Idades, e mais um Oitavo Chakra, Vibhuti, sob o Cardíaco, do qual normalmente não se fala mas que sintetiza a acção dos restantes. Esse, mais do que qualquer outro, reflecte e relaciona as energias de todos os corpos. Também a Terra possui 7+1 Centros Vitais aflorados ao longo da sua crosta vindo reflectir as energias do Céu e as forças do Interior da Terra, dinamizando países, continentes e povos, demarcando uma influência espiritual oculta, tema que mais adiante trataremos ao abordar o Sistema Geográfico Internacional e os seus respectivos Postos Representativos. Enfim, tem-se que a relação entre o Homem e a Terra e o seu Interior é, por sua vez, análoga, está na mais perfeita matemática da Lei da Analogia!

Acerca do analogismo inter-relacional, ele justifica-se pela constituição hierarquizada da Vida desde o mais ínfimo atomo até ao Sistema Solar em que vivemos. Para o insigne teósofo António Castaño Ferreira, o átomo da Ciência moderna é um verdadeiro Sistema Solar em miniatura, constituído de um “sol” (protão), de “planetas” (electrão) e de “satélites” (neutrão) girando em torno desse mesmo “sol”. Isso quer dizer que o átomo, ao invés de compacto, possui entre essas partículas espaços completamente vazios de matéria (do Plano Físico). Dentro do átomo a distância relativa entre as partículas que o constituem corresponde, com muita aproximação, à distância dos planetas do nosso Sistema Solar em relação ao volume dos mesmos; noutros termos, um átomo, apesar de ser tão minúsculo ao ponto de nenhum aparelho permitir ainda ao olho humano vê-lo, compreende muito mais espaço vazio do que as partículas propriamente de matéria física. Desse modo, entre esses espaços outras “densidades” de matérias têm o seu lugar, as quais, de acordo com os ensinamento do Ocultismo, interpenetram a matéria física densa com graus de subtilidade cada vez maiores, constituíndo os Planos Vital, Astral, Mental e Espiritual. Tendo em conta que o átomo é a unidade fundamental da Vida, constituído por diversos graus de matéria, todo o Universo material e visível está impregnado com matéria cada vez mais subtil e invisível, diferenciando-se apenas no grau vibratório em que se encontram. Por sua vez, a hierarquização da Vida ao assumir formas ou estruturas mais complexas, desde células, moléculas, tecidos, órgãos, sistemas, reinos, planetas, galáxias, etc., vai permitir que nos outros Planos mais subtis o mesmo grau de hierarquização ocorra. Dessa forma, na mesma medida que a Terra possui na sua fauna e flora uma hierarquização de vida elemental, sub-humana (mineral, vegetal e animal) e humana, no seu interior outros reinos ou mundos mais evoluídos e espiritualizados terão o seu lugar… Estes locais ou dimensões do Universo, neste caso específico na Terra, é que constituiem os misteriosos Mundos Subterrâneos ou o “Reino dos Deuses” que as diversas tradições apontam. O Globo, que é a TERRA, na verdade é um Ser Vivo, repetimos, o qual reflete o Corpo Físico de uma Grande Entidade Cósmica chamada Logos Planetário, tradicionalmente denominada DHYAN-CHOAN SUPERIOR, todo Ele constituído por vários tipos de energias pelo que, assim,  possui a sua anatomia oculta, indo desde a superfície do Globo até à sua região mais profunda, com constituição exactamente proporcional à dos diversos Planos Cósmicos.

Nesse sentido, a constituição da anatomia oculta da Terra apresenta cinco camadas das quais podemos fazer uma descrição sumária, tal como foi revelada detalhadamente pelo Mestre JHS. De acordo com os próprios Anais Ocultos, quando no Período Atlante deu-se o Julgamento Planetário dessa Raça, a Humanidade mais avançada da mesma, a Sedote como lhe chama o Popul-Vuh dos autóctones mexicanos herdeiros da Atlântida, antecipadamente recolheu-se ao interior do Globo, onde prosseguiu a sua evolução, tendo a restante, Jiva, permanecido na superficie, dando origem aos homens actuais. Numa primeira fase, ao interiorizar-se estabeleceu-se no que os budistas do Ceilão chamariam de Mundo de Badagas, o qual se encontra um pouco sob a crosta de todo planeta, cerca de 60 a 90 km de profundidade. Este Mundo de espiritualidade, civilização e cultura superiores às da superfície, caracteriza-se, contudo, pela tónica do seu desenvolvimento tecnológico, desde o hidráulico ao nuclear, sendo o que mais surpreende o visitante vindo da superfície.

Desse Mundo tem-se acesso ao Mundo de Duat, onde encontram seres ainda mais espiritualizados, os quais têm uma fisiologia semelhante à do homem da superfície, este que, se lhe for permitido o acesso, pode penetrar directamente em Badagas. Se tiver o privilégio de se deslocar a Duat, terá de passar por um período de treino e preparação de cerca de três meses em Badagas, para o seu corpo físico não sofrer perturbações. Em Duat, o que mais impressiona são as Bibliotecas onde se encontra toda a produção literária e artística significativa criada pelo Homem. É aqui que encontra a categoria dos Devas Lipikas (“Anjos Escribas”), Manu – Yama – Karuna – Astaroth, que registam todos os actos, pensamentos e palavras da Humanidade no Livro do Kamapa, como Senhores do Karma Planetário.

Mais interiorizado ainda, encontra-se o Reino de Agharta com as suas sete Cidades ou Cantões governadas pelos benditos Reis de Edon ou do Éden. Aí reina a Sinarquia Universal e a Paz estabelecida e actuante. A Ordem Divina e a Harmonia são as notas mais salientes. Como se fora um Oitavo Chakra, a Oitava Cidade é Shamballah, governada pelo Rei do Mundo, o Soberano Supremo, o Eterno Jovem das Dezasseis Primaveras. Esse é o Mundo do Silêncio Móvel, onde só aquele que por direito próprio tem assento no Conselho do Rei dos Reis, pode morar. Daí o dizer-se que é a Morada dos Deuses, a Cidade dos Imortais.

Portanto, conclui-se que a ligação com os Mundos Subterrâneos é selectiva consoante o grau de evolução espiritual do discípulo, reafirmando, mais uma vez, o carácter, a importância e a necessidade de uma disciplina iniciática, “pois muitos são os chamados e poucos os escolhidos”. No entanto, o Mestre JHS, com a autoridade que possuía, delegou estes conhecimentos publicamente – antecipadamente selecionados no que devia e não devia dizer-se – por ter chegado o momento de levantar ponto do véu do que até então era absolutamente segredo irrevelável, proibido até com sanção de morte, de que a História dá notícia. Assim, coloca-se a questão: se sempre existiu secretismo cerrado acerca de tais conhecimentos, qual é então a importância dos Mundos Subterrâneos relativamente à Humanidade?

O conhecimento e divulgação da existência dos Mundos Subterrâneos é indispensável, pois no contexto dos acontecimentos presentes e vindouros que já se pressentem por toda a parte do Globo, os seres interiorizados terão um papel fundamental a desempenhar na Face da Terra, como seja a do Bem, o Bom e o Belo, em última instância, a verdadeira Sinarquia ou Concórdia Universal dos Povos possa se implantar no Mundo, para isso sendo necessário criar condições profícuas e harmoniosas no Género Humano para que finalmente o Divino se manifeste ou concretize, ou sejam, se manifeste a Nação Aghartina sobre a Terra. O Espírito não se manifesta e tampouco se une à matéria impura. Para a purificação desta, o Professor Henrique José de Souza legou toda a sua Instituição e Obra a favor da regeneração mental e moral da Humanidade, no sentido de lançar a terreno fértil as boas sementes afim de criar novas ideias, nova condição de vida, capacitando os seus discípulos e demais seres humanos para novos métodos de acção e de encarar os problemas de forma diversa da usual tão falha em si mesma. Como tal, para que a intenção da sua Obra dedicada à Humanidade ficasse vincada e não restassem dúvidas, ao fundar a Sociedade Teosófica Brasileira deixou registada em “letras de ouro” a frase que da mesma é o lema:

Spes messis in semine

(A esperança da colheita reside na semente)

O BRASIL E A SUA MISSÃO ESPIRITUAL

No sentido de conseguirmos avançar sobre a importância e missão do Brasil no Mundo, será necessário contextualizar previamente o leitor acerca da “ascensão e declínio das civilizações”, segundo a expressão utilizada por Jinarajadasa na sua obra Fundamentos da Teosofia. De acordo com os Anais Ocultos onde se vaza a História Oculta, aspecto da Antropogénese como ramo fundamental da Teosofia, antes da nossa civilização actual existir, denominada como Raça/Civilização Ariana, existiram quatro Raças anteriores as quais a Tradição designou como PolarHiperbórea, Lemuriana e Atlante. Não querendo ser exautivo no fascinante escrutínio de cada uma dessas Raças/Civilizações, e de modo a centralizar o discurso no tema, é a partir da Raça Atlante que tudo tem o seu ponto de partída, independentemente daqueles que considerem o assunto apenas um mito, um devaneio ou mera quimera. No entanto, apesar de aparentemente não existirem quaisquer antecedentes históricos quanto à Atlântida, o que as investigações antropológicas e arqueológicas têm contradito, as referências abundam nos escritos da Antiguidade e os testemunhos estão patentes nas tradições arcaicas, apesar da maioria dos cientistas “oficiais” teimarem em ignorar com desdém preconceituoso os fundamentos dessas lendas e narrativas ao par dos vestígios indeléveis que sobrevivem um pouco por toda a parte da orla europeia, mediterrânea e africana. Um dos documentos mais famosos e expressivos é-nos dado pelo filósofo Platão, na sua obra Timeu, e podemos ainda recolher elementos em inúmeras outras fontes. Já na Odisseia, Homero faz referência ao continente desaparecido. Encontram-se também alusões em Hesíodo, Solon, Estrabão, Deodoro da Sicília e em muitos outros. Aelian, por exemplo (in Varia Historia), diz que Theopoupus (400 anos a.C.) recorda um encontro entre o rei da Frigia e Silenus, no qual este comenta e existência de um grande continente chamado Atlântida, maior do que a Ásia, Europa e Líbia juntas. Com a riqueza e a diversidade das fontes folclóricas e etnográficas que possuímos hoje, sabemos que a tradição da Atlântida foi uma constante mantida entre os celtas da Europa, os toltecas do México, os índios da América do Norte e do Sul e muitos outros povos da Antiguidade.

Misteriosa pirâmide na Ilha do Pico, Açores

Como indicámos, a Atlântida teve as suas origens na civilização precedente, ou seja, a da Lemúria, o verdadeiro berço da Raça Humana, a qual foi quase totalmente submersa por cataclismos vulcânicos. Das profundas convulsões que abalaram esse continente ou dwipa, como afere a tradição hindu, resultou que parte do continente se afundou, outra parte emergiu e certas porções mantiveram-se incólumes, dando assim forma ao antigo continente de MU, onde se veio a instalar e desenvolver a civilização da quarta Raça-Mãe, a Raça Atlante. De acordo com os Arquivos Ocultos, a Atlântida era conhecida como Kusha e abrangia um vasto território geográfico. Compreendia o Norte da Ásia e quase toda a costa ocidental das Américas. A Sul, estendia-se pela Índia, Ceilão, Birmânia e Malásia. A Oeste, abrangia a Pérsia, a Arábia, a Síria, a Abissínia e as regiões banhadas pela bacia do Mediterrâneo. Da Escócia e da Irlanda projectava-se sobre a região onde hoje se situa o Oceano Atlântico e grande parte da costa ocidental da América. Assim, os primeiros atlantes originaram-se das últimas sub-raças da Lemúria e surgiram há cerca de oito milhões de anos, na segunda metade da Era Secundária. Após o acentuado grau de declínio civilizacional, as Forças Ocultas manifestaram-se em auxílio da Humanidade sobrevivente. A grande Entidade orientadora da quarta Raça-Mãe, cuja função é designada na nomenclatura védica por Manu, seleccionou então os remanescentes lemurianos mais desenvolvidos, física, moral e mentalmente, e conduziu-os para o Norte, para uma região a que a Tradição Iniciática dá o nome de Terra Sagrada, onde foram preparados para se tornarem a semente das sete sub-raças da Atlântida – RmoahlsTlavatlisToltecasTurâniosSemitasAkádios e Mongóis. O Homem Atlante, nas suas caracteristicas particulares, desenvolveu a mente, no entanto, o animismo nele ainda era muito intenso, o que levou a sua mente em evolução a sofrer um impacto do corpo de desejos, psíquico ou astral. Daí resultou o kama-manas, a mente ligada às emoções, gerador do egoísmo, da malícia e a astúcia, características dos meados do último terço da Época Atlante e causadora de toda a degradação e decadência dessa civilização que, infelizmente, perduram até hoje. Assim, com os diversos cataclismos e submersão da Atlântida (hoje sepultada no Oceano Atlântico, de que sobejam geologicamente os pontos ou picos das suas montanhas mais altas, como sejam os Açores, a Madeira, as Canárias e Cabo Verde), uma das sete sub-raças seria a principal sobrevivente e criadora da nova Raça/Civilização. De todas as sub-raças atlantes, foi a sub-raça Semita a mais importante na evolução da espécie, por ter desenvolvido e utilizado, por um lado, o primeiro gérmen da qualidade que distingue o Homem, ou seja, o Pensamento, e por outro, porque seria a raça eleita para constituir a “semente da Raça futura”, que veio a ser a Raça/Civilização Ariana da qual todos somos partes integrantes.

De acordo com A Doutrina Secreta, algo de soberbo ocorreu com essa “raça eleita”. Com efeito, há cerca de um milhão de anos, Vaisvasvata (o Noé biblico), o Manu da Raça Ariana ou Ária, seleccionou da sub-raça semita os grupos humanos que deveriam originar a Raça Ária e conduziu-os para a grande extensão das estepes da Ásia Central, onde hoje se situa o deserto de Gobi. Segundo os Anais Esotéricos, uma primeira migração atravessou a cordilheira dos Himalaias há cerca de 850.000 anos, difundindo-se pelo Norte da Índia que ficou conhecida como Aryavartha, vindo a constituir-se na primeira sub-raça ariana.

A designação “ariana” deriva da tribo hindu-himalaia dos árias, que significativamente estavam sob a influência do signo de Áries, o Carneiro, sob o qual nasceu a referida Raça. Razão para o carneiro ou cordeiro ser ainda hoje cultuado em várias tradições religiosas do mundo, assim mantendo, mesmo que apenas simbolicamente, a memória das origens ocultas da civilização actual. Como na anterior Atlante, na Raça/Civilização Ariana sucederam-se diversas sub-raças, que podemos sintetizar no quadro seguinte:

RAÇA/CIVILIZAÇÃOMANULOCALIZAÇÃO
1.ÁRIA-HINDURamaNorte da Índia
2.BABILÓNICA-ASSIRIO-CALDAICAMoisésArábia (Egipto) e Sul de África
3.PARSE OU IRANIANAZoroastroÁsia Ocidental
4.CÉLTICO-GRECO-LATINAOrfeuEuropa Ocidental
5.TEUTÓNICA OU TEUTO-ANGLO-SAXÓNICAOdinEuropa Central
6.NORTE-AMERICANA-CANADIANA (PARA BIMÂNICA)Por formarNorte-América e Canadá
7.SUL-AMERICANA-BRASILEIRA (PARA ATABIMÂNICA)Por formarSul-América e Brasil

Deste modo, pelo que se expõe no quadro, no actual momento da História da Humanidade predomina a 5.ª sub-raça Teutónica ou Germânica desta 5.ª Raça-Mãe Ária, nome este que não provém só dos ários da Índia primitiva como também, como já disse, de Áries, o Carneiro, cujo pendão RAMA ou RAM fincou junto às margens do Eufrates, e sob cujo signo se iniciou o desenrolar da marcha civilizadora desta Grande Raça sob a égide do Dhyani-Agnisvatta ou Arcanjo Tutelar ARIEL ou AURIEL, do qual o Manu VAIVASVATA era uma “Projecção Deífica” como “Leão de Deus” (Leão de Fogo), como se infere do cabalístico Shem-Ha-Mephorash, a “Divisão dos Nomes de Deus”. Portanto, como o nascimento e formação de cada raça está naturalmente associado a um ponto geográfico específico, saindo ela do melhor da raça anterior e sempre desenvolvendo a civilização de leste para oeste, como é consabido do mais elementar da antropologia social, apercebe-se perfeitamente que só poderá o quinto continente americano o berço de uma nova civilização dentro da Grande Civilização Ária. De acordo com a nomenclatura teosófica utilizada pelo Professor Henrique José de Souza, as raças futuras estarão igualmente relacionadas, como não podia deixar de ser, ao desenvolvimento das faculdades cognitivas superiores, como sejam o Manas Superior (Causal – 5.º Princípio) e o Búdhico (6.º Princípio) para a 6.ª sub-raça, portanto, Budhi-Manas com isso associando-se à 6.ª Raça-Mãe Bimânica, e o Manas Superior, Búdhico e Átmico (7.º Princípio) para a 7.ª sub-raça, que por ser dotada de Atma-Budhi-Manas se associa como semente ou gérmen à 7.ª Raça-Mãe Atabimânica, com que finalizará a actual 4.ª Ronda da Terra.

Assim, de acordo com o Mestre JHS, não só na perspectiva da História profana mas principalmente na da História Iniciática, o Brasil será, portanto, o bojo cíclico da 7.ª sub-raça ariana, mas também da 6.ª já que a América do Norte fracassou na sua Missão Manúsica nos inícios dos anos 50 do século passado, ao atentar contra “la Hacienda de los Adeptos de El Moro”, Novo México, onde nas suas proximidades detonou artefactos atómicos que abalaram severamente esse Posto Representativo por fora e por dentro, obrigando à retirada dos Adeptos, isso apesar de todos os avisos em contrário antecipadamente dirigidos pelo Governo Oculto do Mundo ao Governo dos Estados Unidos, assim passando os direitos espirituais e humanos da 6.ª sub-raça para o Brasil, para a região de Mato Grosso, doravante ficando o Norte-América “Viúvo dos Deuses”, passando a dominar completamente a natureza Jiva com a ausência total de Jivatma.

A brasílica Raça Dourada (empalidecimento da epiderme) do Futuro já hoje está sendo gerada sobretudo pela fusão psico-consanguínea do Ibero-Europeu com o Inca-Tupi-Guarani, sobretudo devido ao Sangue Português ser uma mescla do sangue das raças de quase todo o mundo, excepto a americana, e o Sangue Inca-Tupi-Guarani ser uma síntese harmónica do Sangue Norte-Centro-Sul da América, pelo que de facto poderá se considerar que da fusão dessas duas essências vitais resultará a vindoura RAÇA UNIVERSAL, ou seja, a IBERO-AMERÍNDIA, ou, mais particularmente, a LUSO-BRASILEIRA, trazendo consigo as 6.ª e 7.ª sub-raças manifestadas em simultâneo o que lhe confere a condição de GÉMEA, tal e qual os 6.º e 7.º estados de Consciência agirem junto e nunca em separado, o que igualmente acontecerá, no plano antropogenético, com a aparição conjunta das referidas sub-raças, uma já semeada em Portugal e outra por fecundar no Brasil, e eis aqui a Pátria-Gémea qual Sol e Lua à dianteira dos destinos da Humanidade. A esta extraordinária relação e fusão de raças na construção do Futuro, o Venerável Mestre JHS apelidou, no seu sentido iniciático, de MISSÃO Y, ou a do Itinerário da Mónada Peregrina desde o Extremo-Oriente ao Extremo-Ocidente, o Ex Occidens Lux!

A MISSÃO Y de maneira alguma pode se interpretar como devaneio místico, pois é facto sustentado cientificamente tanto pela História como pela Sociologia e a Antropologia, podendo unicamente divergir as nomenclaturas mas não os factos, além de se sustentar em tradições milenares atravessando toda a Ásia e Extremo-Oriente, como se tem no exemplo flagrante do Budha Maitreya (que por sua tez branca e por apontar o Oeste como lugar da sua futura manifestação, é igualmente denominado de Budha Branco do Ocidente), na transferência da Autoridade Espiritual do Oriente para o Ocidente em 1924, no momento em que J.H.S. fundava em Niterói Dhâranâ – Sociedade Cultural-Espiritualista, “Quinta Rama das Confrarias Budistas do Norte da Índia e Oeste do Tibete” (Missão da 7.ª Sub-Raça), antecipado pelo Movimento Teosófico na pessoa de H.P.B., fundado em Nova York em 1875 (Missão da 6.ª Sub-Raça), e a sua missão delegada pelos Excelsos Mahatmas, bem como ainda a derradeira presença do Governo Oculto do Mundo até 1921 instalado em Urga, antiga capital da Mongólia, representado por Bogdo-Gheghen, 31.º Budha-Vivo da Mongólia que tinha como Colunas Vivas um Chefe Espiritual, o Teshu-Lama, em Shingatse, e um Chefe Temporal, o Dalai-Lama, em Lhasa, facto corroborado pelo relato do viajante Ferdinand Ossendowski na sua obra anteriormente citada, adiantando que se mudariam para as terras do Ocidente. Todos esses acontecimentos no fundo justificam que os antigos valores presentes no Oriente pós-atlante, seriam doravante retornados à sua origem no Ocidente pré-atlante. É nas palavras do Engº. Cícero de Faria, uma das Colunas – por morte da Coluna TAG – do Professor Henrique José de Souza, deixadas na sua obra O Sexto Sentido, que entendemos melhor o assunto em pauta:

“Descrevendo minuciosamente as suas aventuras através da Sibéria e da Mongólia, sem falar no Tibete onde não conseguiu internar-se, para alcançar a Manchúria, diz também muito claramente o que sejam essas Entidades que lá se asilavam durante o período do Ex Oriens Lux, mas que com o transcurso dos primórdios da Raça Sintética que deve florescer nesta parte continental do nosso Globo, transferem para a mesma as suas potencialidades, fazendo o introito da sua acção, no desenvolvimento do Grande Plano que passa a denominar-se Ex Occidens Lux.

“Nessa empolgante produção literária que consagrou o cientista e sociólogo Ferdinand Ossendowski como uma celebridade mundial, ele narra as suas aventuras através da Sibéria asiática, da Mongólia, do Tibete e da Manchúria, descrevendo factos e não ficções imaginárias ocorridos naquelas regiões, que actualmente só vivem das tradições de um Passado seguramente com milhares de anos, mas dentro das quais se encontram ensinamentos extraordinários que se relacionam com o Governo Oculto do Mundo, como podem ser facilmente deduzidos pelos que lerem com atenção o que se contém nas páginas preciosas desse livro.

“Entre esses ensinamentos permitam que destaque como tema de estudo, para os que se dedicam lealmente ao trabalho de consulta a arquivos preciosos de tal natureza, aquele que se refere ao Budha Vivo do Oriente que, por ser o trigésimo primeiro da sua dinastia, passava então a ser também o último com direito a agir no mesmo Oriente, demonstrando claramente que o seu papel estava encerrando naquela parte geográfica do Globo, que lentamente tende para o seu aniquilamento, enquanto outras civilizações surgem no hemisfério oposto, para onde naturalmente deverão ter sido transferidas as funções do Budha Vivo, porque, como bem disse o Sr. Ossendowski, o ‘Budha Vivo não morre’.”

GEOGRAFIA SAGRADA DO BRASIL E O SISTEMA GEOGRÁFICO INTERNACIONAL

Predestinado ao Advento do Budha Maitreya ou Cristo de Aquarius, o Brasil ficou com a missão espiritual de preparar as novas raças, nomeadamente a 6.ª e 7.ª sub-raças arianas, destinadas ao florescimento de uma nova civilização. Além disso, como ficou demonstrado anteriormente, o Governo Oculto do Mundo (G.O.M.) ao transferir-se para esse Extremo-Ocidental geográfico, haveria de ter como consequência imediata o surgimento da Instituição e Obra (I.O.) do Venerável Mestre JHS, delegado pelo mesmo Governo. Neste sentido, todo o empreendimento não foi aleatório e respeitou todo um conjunto de preceitos e labores iniciáticos, consignados pela Tradição, com fins humanistas e universalistas no sentido da Evolução, sempre se precavendo e desviando de cultos animistas e de seitas psicoafectivas, tão próprias dos conturbados tempos modernos saudosas do passado morto em detrimento do mental vivo, este que é o verdadeiro e único instrumento capaz de impulsionar avante a Evolução da Humanidade.

Ao dar tal impulso evolucional, o Professor Henrique José de Souza – o Mestre JHS ou Senhor El Rike, o “Sol do Segundo Trono” – revelou um conjunto de segredos iniciáticos envolvendo a anatomia e fisiologia ocultas do planeta (Mundos Subterrâneos), indicando a localização dos Centros Vitais da Terra com o intuito de os dinamizar espiritualmente, entrando na frequência dos mesmos, e assim contribuir positivamente no aumento vibracional de todo o orbe, indo isso refletir-se ocultamente nos destinos da Humanidade, no sentido de prosseguir dentro da Lei de Evolução conformada ao Novo Ciclo de Aquarius. Para colocar todo esse propósito em marcha, igualmente estabeleceu uma Geografia Sagrada destacando determinados pontos do Brasil, sempre baseado nos mais rigorosos cânones da Tradição Primordial, afinal sendo a Tradição de Agharta morada do Rei do Mundo, como muito bem diz René Guénon. Ora, de acordo com a Tradição Iniciática das Idades que afirma a existência de Shamballah à Face da Terra outrora onde hoje existe o Deserto de Gobi, na Mongólia Interior (mantendo-se a sua projecção actualmente aí, mas somente no Plano Físico Etérico), o Mestre JHS estabeleceria o seu reflexo ou representação no Plano Físico Denso, exactamente em São Lourenço de Minas Gerais do Sul do Brasil. Isso significava, esotericamente, que o G.O.M. se trasladara “subterraneamente” do TIBETE para o BRASIL e aí tendo a sua expressão viva.

Acrescente-se que o G.O.M. encabeçado pelo Rei do Mundo, Chakravarti ou Melkitsedek, na sua constituição orgânica possui dúplice expressão: Governo Temporal do Mundo (para Melki, que traduzido do hebreu significa “Rei”), e Governo Espiritual do Mundo (para Tsedek, “Sacerdote”). Tem-se, pois, o Planetário da Ronda na função de Rei Divino (Maha-Rishi) na cúspide da Hierarquia Planetária. Conforme as Revelações do Venerável Mestre JHS, até 1921 o Governo Espiritual do Mundo situava-se “além do Himalaia”, no Templo Jina de JARA-LAGPA ou JARA-KHAN-LHAGPA, a sua Sede Central, sendo representado por Brahmatma – Mahima – Mohima, títulos das respectivas funções de RIGDEN-DJYEPO (“Rei dos Jivas”, Andrógino – Mercúrio), POLIDORUS INSURENUS (Masculino – Sol) e MAMA-SHAIB (Feminino – Lua), tendo se transferido para o Ocidente, para a brasílica Taba Jina de São Lourenço de Minas Gerais, instalando-se no MEKA-TULAN, a região interna ou badagas do seu Sistema Geográfico, daí passando a governar os destinos imediatos do Mundo.

Por seu lado, o Governo Temporal do Mundo ou a parte física da mesma Trindade Aghartina sob os nomes AKTALAYA, AKGORGE e AKDORGE, ou antes, AKDORGE, AKADIR e KADIR, Colunas daquele, acaba se dirigindo do Ocidente (ARA-KUNDA, Mato Grosso) para o Oriente (JARA-LAGPA, Cachemira), indo se instalar nos lugares desocupados pelos Monarcas anteriores, passando a ter funções temporais face às espirituais daqueles, até ao dia do regresso desses “Três Reis do Oriente” às plagas do Ocidente.

Assim, com o início da ERA DO ESPÍRITO SANTO, em 24 de Fevereiro de 1954, o Governo Temporal do Mundo transferiu-se para o interior do RONCADOR (Norte do Brasil), e o Governo Espiritual do Mundo iria de vez para o Sul do Brasil, instalando-se no escrínio de SÃO LOURENÇO.

Foi assim que a partir de São Lourenço (Minas Gerais), para que o Governo Oculto do Mundo repercutisse sensivelmente na Face na Terra desde esse país-continente, seriam delimitadas duas outras balizas geográficas indo configurar um imenso triângulo no mapa sagrado do Brasil, como sejam Nova Xavantina (Mato Grosso) e a Ilha de Itaparica (São Salvador da Bahia), assim se constituindo um Delta de Realização Divina (Theotrim, “Deus Trino em acção”), em cada qual um Templo consagrado à Obra do Eterno na Face da Terra, em contínua actividade templária criando o ambiente necessário ao ambicionado dealbar do Grande Dia de Maitreya e a consequente definitiva Vitória da Obra de Deus… o que depende inteiramente de todos os discípulos de Aquarius, muito particular e especialmente de quantos estão ingressos às fileiras de JHS.

As razões ocultas para a escolha desses locais pelo Mestre JHS, mais uma vez, não foram aleatórias e nem de conveniência prática-utilitária, mas sim pela importância histórica e geográfica dos mesmos já de si propícios a repercutir sobre o Globo as Forças Celestes e Terrestres canalizadas e orientadas no Trabalho Espiritual ou Teúrgico em realização. Assim, duas linhas de forças intimamente relacionadas a essa triangulação demarcam e sacralizam todo esse espaço em guisa de constituir verdadeira “Terra Santa”, nomeadamente entre o Paralelo 15 ao Norte, e a Latitude Sul, nos 22 para 23 graus do Trópico de Capricórnio (CaprisCumara). Conforme a Fala de JHS, toda a região Norte do Brasil, cujo Paralelo 15 atravessa a zona do Planalto Central de Goiás, onde se fundaria a actual capital do país, Brasília, está sob a influência vitalizadora de KUNDALINI, o “Fogo Quente Terrestre”, aí todo o Norte é VERMELHO FOGO até ao ponto meridiano ou separador que é a BAHIA, e desta para o Sul, é todo VERDE como FOHAT, o “Fogo Frio Celeste”, descendido do Céu à Terra, até ao Rio Grande do Sul. Cada Templo fundado – a instâncias do próprio JHS – nestes três pontos geoestratégicos, tinham (e têm) determinadas funções específicas para a concretização do Grande Projecto Teosófico-Sinárquico da então Sociedade Teosófica Brasileira, e para a sua consecução respeitaram e seguiram as necessárias regras tradicionais à luz do Conhecimento Hermético, como não podia deixar de ser, de maneira que está em cima se reflita no que está em baixo, e vice-versa, num perfeito retrato da representação não apenas dos Céus mas também dos Mundos Subterrâneos, representados por determinadas Fraternidades Jinas aí instaladas aí instaladas pelo melhor dos Jivas. Ademais, em cada Templo consagrado a uma Divindade ou Entidade Espiritual, vibra uma das três qualidades subtis da matéria, conhecidas como Gunas, com que se revestem as Três Hipóstases Divinas (Pai-Mãe-Filho) na sua manifestação, cada qual representada por um Tronco da Ordem do Santo Graal. Muito mais poderíamos dizer acerca dos mistérios e relações ocultas destes Templos mas não desejamos saturar o caríssimo leitor que, aliás, poderá obter mais informações noutros estudos entretanto editados com a chancela da Comunidade Teúrgica Portuguesa. De modo que podemos sintetizar toda esta extraordinária Teurgia do Mestre JHS no quadro seguinte:

TEMPLOINAUGURAÇÃOFUNDADORMONTEFRATERNIDADECONSAGRADOÉGIDEGUNAORDEM
São Lourenço (MG)24 de Fevereiro de 1919Henrique José de SouzaMorebFraternidade de MekatulanAkbel (1.º LOGOS)MercúrioSatva (Pai)Templários
Itaparica (BH)2 de Fevereiro de 1967Helena Jefferson de SouzaAiruFraternidade de ItapiraAllamiah (2.º LOGOS)VênusRajas (MÃE)Filhas de Allamiah
Nova Xavantina (MT)10 de Fevereiro de 1976Hélio Jefferson de SouzaAraratFraternidade de ArakundaArabel (3.º LOGOS)MarteTamas (FILHO)Tributários

Estabelecido o geográfico Triângulo Mágico, verdadeira Coroa Mística ou cabalística da Obra, o plano desta Geografia Sagrada só ficaria completo na plasmação e dinamização das restantes Esferas, Sefiras ou Chakras desta nossa Terra, para sua maior elevação vibracional e, consequentemente, espiritual, como se de uma verdadeira Árvore Sefirótica se tratasse (e no fundo o é nos contornos da Anatomia do Logos). Estamos obviamente a referir-nos ao misterioso SISTEMA GEOGRÁFICO INTERNACIONAL, inédito concebido e revelado por JHS após o visitar ponto a ponto na sua misteriosa Viagem do Brasil ao Norte da Índia quando tinha dezasseis primaveras, em 1899-1900, exclusivo levando ao seu entendimento mais profundo unicamente pelos que integram esta Obra Divina.

De acordo com o já exposto, relativamente à íntima relação analógica do Homem e a Terra, convirá agora especificar determinados conceitos teosóficos acerca o assunto, sem os quais a sua compreensão torna-se indigesta. Tal como a Alma Humana é símile da Alma Planetária, esta constitui-se de dois aspectos, a saber: uma estrutura etéreo-psíquica (KAMA-LINGA), que acompanha toda a evolução somática do Globo durante a Cadeia, como igualmente do Homem fisico, do berço à tumba; e uma estrutura psicomental (KAMA-MANAS), base do pensamento objectivo e da emotividade do Logos de Bhumi (nome tradicional do planeta Terra) e do Jiva (nome tradicional do homem comum) como Microcosmo daquele, o Macrocosmo. Por sua vez, Kama-Linga é a estrutura que serve de molde, refinamento e aperfeiçoamento das formas visíveis e tangíveis, levando-as à subtilização gradual pelo processo de transformação da vida-energia em vida-consciência, quer no Logos, quer no Homem. Da mesma forma, Kama-Manas é a estrutura servindo de veículo à manifestação física, visível e tangível, das Consciências Superiores na Terra, como Vestes Avatáricas acrescidas do Eterno, ou seja, o seu prolongamento e testemunho sobre o Globo face à Humanidade. Significa isto que as duas estruturas vão relacionar-se com o nómeno e consequente fenómeno do aspecto físico da Vida, reflectindo-se nos biótipos humanos, as Raças, e no aspecto espiritual da mesma Vida reflectindo-se nas respectivas manifestações das Mónadas no seu processo evolutivo. Na linguagem iniciática, diz-se que Kama-Linga perfaz o desenvolvimento Prakritico ou Material expandindo-se de Oriente para Ocidente (impulsionando o desenvolvimento e movimento das Raças na mesma direcção), enquanto Kama-Manas elabora o desenvolvimento Purúshico ou Espiritual de Norte para Sul (impulsionando a manifestação das Mónadas Peregrinas). Para que esse processo aconteça eficazmente em harmonia dinâmica com a Lei dos Ciclos de Manifestação demarcados pela Matemática da Natureza, existem no Globo Bhumi pontos de intercepção dessas duas Forças, Prakrítica (Este-Oeste) e Purúshica (Norte-Sul), que caracterizam e definem os chamados Sistemas Geográficos Nacionais nos quais a Mónada evoluinte se manifesta em conformidade ao estágio evolucional da Raça inscrita no itinerário da sua peregrinação, o chamado Itinerário de Io com os seus Postos Representativos, esses os Sistemas Nacionais Psico-Geoestratégicos bem demarcados como sete mais um, no todo perfazendo o SISTEMA GEOGRÁFICO INTERNACIONAL.

Ainda assim, o caríssimo leitor poderá perguntar por que razão é tão importante esse Sistema Geográfico Internacional? Pela exposição anterior do que descrevem os Anais Ocultos da História da Humanidade, verificámos que a actual Civilização Ariana já teve de cinco sub-raças formadas ao longo dos milénios, e que estamos a caminho da sexta e sétima sub-raças. Todavia, para que se formassem anteriormente essas raças, tiveram de existir Núcleos Raciais, pontos centrais de origem e expansão das mesmas, constituídos pelo escol humano melhor preparado biológica e psico-espiritualmente em conformidade à Lei de Evolução, de modo a que partir deles se chegasse ao que hoje conhecemos delas nos padrões de civilização, cultura e espiritualidade. Para esse efeito, foram assim constituídos, logo a partir do início da Raça Ariana, os Sistemas Geográficos. Está nisso a razão oculta de ainda hoje determinados lugares de presença humana antiquíssima do Globo serem grandes pólos de irresistível atracção para o comum das gentes, mais que se devendo ao aspecto cultural ao seu halo místico envolvente desde o Passado mais remoto. Também por este motivo oculto das Terrae Sancta entraram em cena determinadas Fraternidades ou Colégios Iniciáticos locais constituídos ao longo da História da Civilização, os quais não deixaram de ser a representação na Face da Terra dos Centros Vitais (CHAKRAS) fixos no Mundo de AGHARTA, Núcleos catalisadores universais que se condicionam como PLEXOS, em conformidade com a Lei Orgânica do Globo, no Mundo de DUAT, onde formam PRAMANTHAS (Eixos móveis girocêntricos da manifestação cíclica da Substância, da Consciência e da Vida), autênticos PLEXOS do Corpo do Logos Planetário exteriorizando-se pelas suas respectivas GLÂNDULAS dispostas estrategicamente no organismo do Mundo de BADAGAS, sendo dinamizadas, animadas psicomentalmente, pelo sistema nevro-sanguíneo discorrendo como energia hidrotelúrica captada, canalizada e projectada pelos Adeptos dos Postos Representativos ou Fraternidades Ocultas que têm sempre “cara-metade” sobre o Mundo e no Submundo, em Badagas, cujo alter-ego é DUAT, o Mundo dos Seres Viventes.

Assim, é possível entender que se estando em pleno processo de formação das novas raças do Futuro, isso implica naturalmente a necessidade da dinamização espiritual, mental, emocional e física do Sistema Geográfico conformado ao momento presente da Evolução Planetária criando as oportunidades de futuras evoluções. Nessa situação encontra-se hoje o Sistema Geográfico Português gerando as condições para a formação e manifestação futura do Sistema Geográfico Brasileiro. Assim, também, compreendemos que para a formação e povoamento de um novo Sistema Geográfico, de um novo Eixo de Evolução, sejam mobilizadas as Mónadas mais aptas no sentido de constituírem novas raças. É aqui que o PRAMANTHA, como se referiu antes, ganha relevância destacada, termo invocando a nossa atenção para se entender a delicadeza do tema. De acordo com o Glossário Teosófico de Helena Petrovna Blavatsky, Pramantha significa “acessório para produzir o Fogo Sagrado através da fricção. Os paus utilizados pelos brahmanes para acender o Fogo através da fricção [com um de dois aranís]”. No entanto, esse acto de acender o Fogo Sagrado é alegórico, refere-se ao sentido oculto da evolução dos ciclos da Consciência e da Vida com os seus dois pólos energéticos mantenedores da Existência, FOHAT e KUNDALINI (que se acham unidos no Mundo da Balança, o DUAT). A haste vertical simboliza a natureza masculina – o Trabalho de Agharta para a Face da Terra; a haste horizontal, a feminina – o Trabalho de Agharta na Face da Terra. Masculino-Feminino entrosados em Cruz, assim configurando o símbolo da CRUZ JAINA, JINA ou a SWÁSTIKA.

O conceito de Pramantha possui três importantes expressões interligadas, a saber:

l.ª – O PRAMANTHA-DHARMA (CAUSA). Constitui-se das Sete Hierarquias Criadoras Universais actuando pelas Sete Linhas de Adeptos Independentes constituintes da Grande Fraternidade Branca, arquitecturando e inspirando à elaboração dos moldes evolutivos da Humanidade vigente.

2.ª – O PRAMANTHA-KARMA (LEI). É a extensão do primeiro, designando uma Fraternidade de Adeptos, de Homens Representativos ao serviço da Evolução e da Lei nos Três Mundos da Manifestação (Mental, Psíquico e Físico). 3.ª – O PRAMANTHA-SAMSARA (EFEITO). É o instrumento produtor do Fogo Sagrado (AGNI ou XADU), o qual nasce da fricção De um palo vertical (PRAMANTHA ou PITHIS) atravessando o furo central de um disco de madeira (ARANI ou ALEF), ou seja, o PAI fecundando a MÃE dando origem ao FILHO (AGNI, TWASHITRI ou XADU), no que se encerra o Mistério da Geração tanto de Deuses como de Homens conforme a Criação do Terceiro Logos como Espírito Santo, cujas iniciais formam a sacrossanta palavra P.A.X.

Esse é, pois, o Eixo Central que tudo faz mover e em volta do qual tudo se move, corporificação da dinâmica do Rei do Mundo e da Fraternidade Branca em torno do mesmo, actuando desde o Mundo Causal até ao Físico, sem o que não haveria Evolução. Em cada nova sub-raça em formação as Mónadas selectas, amadurecidas, são mobilizadas para que se manifestem, tornando-se incontornável a firmação da haste horizontal na Face da Terra. Com isso, cria-se um Novo Pramantha tomando contornos na formação de um Sistema Geográfico, a partir do qual a Evolução Humana é impulsionada avante. Em Portugal funcionou o CRUZEIRO MÁGICO DE MARIZ e por se constitui o NOVIS PALUX, segundo as Revelações do Venerável Mestre JHS. Assim se trabalha para as novas sub-raças tomarem forma, virem à luz no continente americano, muito especificamente no sul-americano, nisto também sendo o Sistema Geográfico Internacional o Mapa da Manifestação e Evolução das sete Raças-Mães ao longo da Ronda Planetária, conforme o Revelador Original – JHS como Akbel ou Anupadaka-Deva. Ao se dirigir o foco de atenção e acção para a formação do Novo Ciclo de Evolução, exigindo a intervenção de todos como individualidades agregadas em colectividade, fica viabilizada a oportunidade de cada um puder contribuir positivamente, ao seu modo e capacidades, de forma concreta e orientada, para tão grandioso desiderato, mas sempre de acordo às Leis Universais.

Sabendo que o Divino Logos Criador procura o desenvolvimento e evolução de todos os Seus aspectos de Vida manifestada, inclusive o Humano, sobretudo este como o mais apurado, a Sua Ideação Cósmica formalizada no Pramantha, repercute desde o PLANO DA MENTE UNIVERSAL ao PLANO DOS EFEITOS FÍSICOS, agindo pela Tónica do Luzeiro ou Logos Planetário do momento dirigente de um Sistema de Evolução Planetária constituído por 7 Cadeias, sendo que cada Cadeia se constitui, por sua vez, por 7 Globos onde em cada um há uma Ronda evolucional das Ondas de Vida manifestadas. Considerando que um Sistema de Evolução Planetária compõe-se de 7 Cadeias e cada Cadeia evolui em 7 Rondas, cada uma destas é dirigida por um Kumara, onde também se inserem nesta Mecanogénese os Dhyanis Kumaras, Budhas e Jivas relacionados aos Kumaras Primordiais. Assim se completa a Obra do Eterno. Esses Seres perfilam nos mais altos escalões do Governo Oculto do Mundo, perfeito intérprete responsável pela plasmação da Ideação Cósmica.

São os Excelsos DHYANIS-KUMARAS agindo pelos Augustos DHYANIS-BUDHAS que têm a seu cargo despertar, na Humanidade, o Quinto Princípio, a QUINTESSÊNCIA, consubstanciada na Mente Criadora, Superior, Filosófica e Teosófica. Por isso, Eles usam a Linguagem do Futuro no Presente, induzindo ao raciocínio abstracto com os resultados dos mais transcendentes tirocínios. Eles representam os 7 Ramos do Saber Humano, por isso sendo os titulares os Paradigmas expressivos das 7 Ciências Sagradas. Conjuntamente, formam o Diadema da Sabedoria de Deus plasmada no escrínio espiritual da Humanidade. Enfim, os DHYANIS, num esforço antecipado de 1000 anos, consignam-se ao despertar do valor integral da Mónada Humana, ou seja, ao despertar dos estados superiores da Consciência focados em ATMA-BUDHI-MANAS que perfaz a mesma MÓNADA ou Essência Divina. Como uma “oitava abaixo” dos DHYANIS-BUDHAS CELESTES, estão os DHYANIS-JIVAS HUMANOS, ou MANUCHIS-BUDHAS, que são os 7 Dirigentes ou CHOANS dos 7 Raios de Luz do Logos da Terra, recebidos e adaptados do Logos Solar, por que se norteia a Grande Fraternidade Branca.

Ordenando, temos o DHYAN-CHOAN, depois o DHYAN-KUMARA, seguido do DHYANI-KUMARA, seguindo-se o DHYANI-BUDHA e finalmente o DHYANI-JIVA, cada um deles sendo Sete afim aos Sete Raios da Luz de Deus, indo formalizar-se como GRANDE FRATERNIDADE BRANCA. Esta age geralmente incógnita ou secretamente junto da Humanidade geral através das suas sete Linhas ou Raios, também nisto encontrando justificativa a tão incompreendida expressão de “Deus não abandona a Sua Humanidade”.

Ainda acerca dos Dhyanis-Budhas, é natural e certo que a mais-valia no Passado é menos-valia no presente Ciclo, conforme a Lei de Evolução, facto abarcando não apenas os homens mas igualmente o Universo, o Cosmos e os Deuses. Um Dhyani-Budha, que compassivo e abnegado procura reconduzir as criaturas humanas à sua Origem Divina, infundindo-lhes o incentivo à transformação da sua vida-energia em vida-consciência, é Ele uma síntese, um conglomerado das energias sátvicarajásica e tamásica que se objectiva tomando forma humana, o ponto focal de um esforço a realizar e que após consumado, acaba sendo o resultado de todas as experiências de um ciclo de Humanidade. Deve ressalvar-se serem de natureza apuradíssima, subtilíssima essas energias que formalizam os seus Veículos Espiritual, Psíquico e Físico, por isso mesmo chamados tradicionalmente de Vestes DharmakayaShambogakayaNirmanakaya, absolutamente diferentes daquelas dos homens comuns (Manásica, Kamásica, Sharira), por isso mesmo expressando Princípios Arquetipais Cósmicos humanizados neles, apesar de também estarem, como tudo o que existe, sujeitos às Leis gerais da Evolução que a tudo e a todos rege. Assim, de acordo com o Budismo Tibetano tradicional, os antigos Dhyanis-Budhas, normalmente conhecidos como os Cinco Budhas da Meditação (na realidade sendo oito), também evoluem para o estado de Dhyanis-Kumaras, enquanto, por sua vez, os Dhyanis-Jivas evoluem para o de Dhyanis-Budhas, e assim sucessivamente. Segundo as Revelações do Venerável Mestre JHS, a partir de 1898-99, com o término dos primeiros 5000 anos da Kali-Yuga, vieram à manifestação física (desde 1 a 8 de Julho de 1900) os antigos Dhyanis-Jivas na condição nova de Dhyanis-Budhas, com isso levando ao afastamento de funções, por Lei de Ciclicidade, dos antecessores, que assim passaram a condições mais elevadas (Dharmakayas), passando as suas Vestes Psíquicas e Físicas a ser retificadas, adaptadas pelas novéis Consciências directoras da Hierarquia Jiva. Em suma, processou-se o início do NOVO PRAMANTHA A LUZIR (NOVIS PHALUX), com isso ocorrendo profundas mudanças no seio da Hierarquia dos Mestres, a começar pela substituição gradual dos próprios Dhyanis-Kumaras (os Sete Arcanjos conhecidos do judaico-cristianismo) que assistiram ao Antigo Pramantha. Tudo em conformidade às directrizes promanadas de Shamballah-Agharta, Sede do Governo Oculto do Mundo, podemos observar essa evolução hierárquica dos Dhyanis-Budhas do seguinte modo:

Antigos Dhyanis-BudhasNovos Dhyanis-Budhas
1.ºADI-BUDHA, o “Primordial”ANTONIO JOSÉ BRASIL DE SOUZA (MIDAL)
2.°VAIROCANA, o “Radiante Informe”BENTO JOSÉ BRASIL DE SOUZA (SAMUS)
3.°AKSOBHYA, o “Espirito Triunfante”CARLOS JOSÉ BRASIL DE SOUZA (RUD)
4.°RATNASAMBHAVA, a “Sabedoria Unificadora”DANIEL JOSÉ BRASIL DE SOUZA (ASSHAK)
5.°AMITABHA, a “Luz Infinita”EDUARDO JOSÉ BRASIL DE SOUZA (JOVAI)
6.°AMOGHASIDHI, a “Conquista Divina”FRANCISCO JOSÉ BRASIL DE SOUZA (ENOI)
7.°VAJRASATVA, a “Perfeição Absoluta”GODOFREDO JOSÉ BRASIL DE (KARIB)
8.°TARA-MUNI, a “Mãe Sábia”HELENA IRACY (ADAMITA)

Chegados a este ponto, onde se tornou necessário estabelecer os alicerces para a melhor compreensão possível do tema pelo respeitável leitor, podemos agora pautar com conformidade a tudo o dito a discriminação dos respectivos Postos Representativos do Sistema Geográfico Internacional, inteiramente conformado à MISSÃO Y de acordo com as idiossincrasias da Nova Era de Aquarius, trabalhando para a Maior Glória do DIA DE MAITREYA, para a Sua manifestação divina como CRISTO DE AQUARIUS – tentativa outrora falhado nos antigos Sistemas Geográficos de Jerusalém e do Tibete pelos Bhante-Jauls, os Irmãos de Pureza – assim contribuindo decisivamente para a evolução geral da Humanidade, com o surgimento no surgimento das 6ª e 7ª sub-raças como sementes, bijãs, das futuras 6.ª e 7.ª Raças-Mães. A Tradição Iniciática das Idades, revelada pelo mestre JHS, aponta esses Sistemas centralizadas em determinados países, dispondo-os e localizando-os em Montes Santos, nas palavras do Adepto Fra Diávolo, como espécies de pedúnculos dos mesmos sob determinada influência planetária, dominando determinados Dhyanis encabeçando as suas respectivas Fraternidades Iniciáticas Secretas, Jinas, ocultadas sob a Terra, que se distinguem num dos sete ramos da Ciência em países específicos dentro do aro da sua poderosa radiação. Tem-se:

Peru – Machu-Pichu
Influência planetária – Sol
Chakra – Raiz
Atributo – A Luz de Deus
Qualidade – Saber
Dhyani-Kumara – Mikael
Dhyani-Budha – Midal (António José Brasil de Souza)
Dhyani-Jiva – Serapis
Fraternidade Oculta – Ordem dos Cavaleiros do Sol
Ramo da Ciência – Alquimia, Química, Física Nuclear
Países afins – Japão e China
Sistema Geográfico Sul-Mineiro – Pouso Alto

México – Itchen-Itza
Influência planetária – Lua
Chakra – Esplénico
Atributo – O Nome de Deus
Qualidade – Beleza
Dhyani-Kumara – Gabriel
Dhyani-Budha – Samus (Bento José Brasil de Souza)
Dhyani-Jiva – Kut-Humi
Fraternidade Oculta – Ordem dos Astecas Cabalistas
Ramo da Ciência – Arte e Música
Países afins – Índia e Tibete
Sistema Geográfico Sul-Mineiro – Itanhandu

América do Norte – El Moro
Influência planetária – Marte
Chakra – Gástrico
Atributo – A Sentença de Deus
Qualidade – Bondade
Dhyani-Kumara – Samael
Dhyani-Budha – Rud (Carlos José Brasil de Souza)
Dhyani-Jiva – Morya
Fraternidade Oculta – Ordem Rosacruz
Ramo da Ciência – Política, Ética e Estética (incluindo a Arte Militar)
Países afins – Egipto, Arábia, Síria
Sistema Geográfico Sul-Mineiro – Carmo de Minas

Austrália – Sidney
Influência planetária – Mercúrio
Chakra – Cardíaco (Saturno)
Atributo – A Vontade de Deus
Qualidade – Pureza
Dhyani-Kumara – Rafael
Dhyani-Budha – Asshak (Daniel José Brasil de Souza)
Dhyani-Jiva – Hilarião
Fraternidade Oculta – Ordem de Malta
Ramo da Ciência – Mecânica, Físico-Química
Países afins – América do Norte e Rússia
Sistema Geográfico Sul-Mineiro – Maria da Fé

Portugal – Sintra
Influência planetária – Júpiter
Chakra – Laríngeo (Vénus)
Atributo – A Realização de Deus
Qualidade – Riqueza (Relíquia)
Dhyani-Kumara – Sakiel
Dhyani-Budha – Jovai (Eduardo José Brasil de Souza, Leonel da Silva Neves)
Dhyani-Jiva – São Germano
Fraternidade Oculta – Ordem de Mariz
Ramo da Ciência – História, Literatura, Linguística
Países afins – Espanha (Península Ibérica), Veneza (Europa) e Ceuta (África), incluindo ainda Goa (Índia) e Bahia (Brasil)
Sistema Geográfico Sul-Mineiro – São Tomé das Letras

Egipto – Cairo
Influência planetária – Vénus
Chakra – Frontal (Mercúrio)
Atributo – A Expansão de Deus
Qualidade – Ventura
Dhyani-Kumara – Anael
Dhyani-Budha – Enoi (Francisco José Brasil de Souza)
Dhyani-Jiva – Nagib
Fraternidade Oculta – Ordem dos Tuaregues Azuis
Ramo da Ciência – Filosofia e Religião
Países afins – Israel e Grécia
Sistema Geográfico Sul-Mineiro – Conceição do Rio Verde

Índia – Srinagar
Influência planetária – Saturno
Chakra – Coronário (Júpiter)
Atributo – O Trono de Deus
Qualidade – Sublimação
Dhyani-Kumara – Kassiel
Dhyani-Budha – Karib (Godofredo José Brasil de Souza)
Dhyani-Jiva – Ab-Allah
Fraternidade Oculta – Maçonaria dos Traichus-Marutas (Agharta)
Ramo da Ciência – Medicina, Taumaturgia e Teurgia
Países afins – Austrália e Nova Zelândia
Sistema Geográfico Sul-Mineiro – Aiuruoca

Brasil – São Lourenço
Influência planetária – Sol Central (do Universo)
Chakra – Cardíaco Inferior (Vibhuti, Mercúrio)
Atributo – Vitória da Obra de Deus
Qualidade – Conhecimento Universal
Dhyani-Kumara – Akbel (em Henrique José de Souza)
Dhyani-Budhai – Adamita (em Helena Iracy)
Dhyani-Jiva – Jonas-Tulan (representando a 8.ª Linha Sedote)
Fraternidade Iniciática – Ordem do Santo Graal
Ramo da Ciência – Sete Ciências juntas
Países afins – Todos (Celeiro da Humanidade)
Sistema Geográfico Sul-Mineiro – São Lourenço (Coaracy)

Como vimos, além dos Sete Postos Representativos há a síntese dos mesmos como Oitavo, assinalado no Sistema Geográfico Sul-Mineiro, formado e fundado pelo próprio Mestre JHS, que funciona como verdadeiro Vibhuti ou “pêndulo místico” do Chacra Cardíaco, portanto, Cardíaco Inferior, o qual tem por centro o Templo Maior da Obra do Eterno na cidade e estância hidromineral de São Lourenço, e posto um Sistema Geográfico ser a plasmação de um Sistema Planetário, ele vem a representar todo o Macrocosmos no Microcosmos, nisto sendo plasmação e síntese do Sistema Geográfico Maior (Internacional, Macro), com os seus sete Postos Representativos, no Sistema Menor (Nacional, Micro), com os respectivos Subpostos Representativos daqueles, constituindo a Semente do Amanhã. É assim que se estabelece uma verdadeira Cadeia Teúrgica de Fluxo e Refluxo espiritual entre os referidos Chakras Planetários, com a participação activa dos Discípulos ou Munindras, onde um e todos coadjuvando na Evolução do Logos coadjuvam a sua própria evolução, influenciando positivamente todas as suas hegemonias e idiossincrasias que se reflectem no Sistema Geográfico Sul-Mineiro e também deste reflectindo-se no Internacional. É, afinal, o Tudo no Todo e o Todo no Tudo.

Portanto, toda a HARMONIA, toda a ORDEM, toda a PAX UNIVERSAL é assegurada e expandida pelos Sistemas Geográficos e respectivos Postos Representativos, os mesmos que assinalam o Itinerário evolucional da Mónada Peregrina, IO ou YO, cada qual mantido espiritualmente por uma única Individualidade (DHYANI-KUMARA), mantido psicomentalmente por um único Individuo (DHYANI-BUDHA), e mantido fisicamente por um Grupo de Individualidades ou Adeptos Perfeitos, como um só Corpo (DHYANI-JIVA), todos sintonizados entre si na mesma Linha de Poderio e Potência Espiritual que os leva a interligar-se incoercivelmente como um todo de maneira dinâmica, levando a efeito, no aro desta deografia ou geografia sagrada, a Divina Obra que lhes cabe realizar no Plano Universal do Logos.

Cada qual destes Sete mais Um Centros de Radiação e Irradiação Planetária é um dínamo da LEI como VIDA UNA, locomovendo como ROSA plantada no centro da CRUZ a Evolução do Globo no aporte do ESPAÇO SEM LIMITES ao ESPAÇO COM LIMITES, para maior Glória do Reino de Deus na Terra.

Adveniat Regnum Tuum

BIBLIOGRAFIA

Caderno Fiat Lux n.º 7 – Roberto Lucíola. pp. 33 e 37.

O Sexto Sentido e outros Estudos Teosóficos – Eduardo Cícero de Faria. Espiral Editora (2020), pp. 291-292.

A Chave da Teosofia – Helena Petrovna Blavatsky. Editora Pensamento, pp. 18, nota de rodapé.

Glossário Teosófico – Helena Petrovna Blavatsky. Editora Ground, pp. 508.

Monografias da Comunidade Teúrgica Portuguesa:
– Oedipo (10, 11).
– Manu (3, 4, 5, 17, 20, 29).
– Yama (21, 22).
– Karuna (12).
– Astaroth (51, 52, 54).

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