Os três caminhos redentores – Por Javier Alberto Prendes Morejón

Cresce o homem sem ater-se ao fato de que existe uma Ciência que une-se harmonicamente à Religião. O primeiro será o Conhecimento; o outro a Bondade. A sua unção é a Religião-Sabedoria ou Sabedoria dos Deuses. E a par destes dois caminhos, que devem caminhar juntos e harmônicos para o bem geral da humanidade, está um terceiro caminho: a Arte, símbolo da Beleza. Desse modo, tem o homem três vias essências às quais recorrer em vida, se procura sua redenção e a de seus semelhantes.

Disse Goethe que quem tem uma arte não mais precisa de uma religião – ela é a sua própria religião. E esta é, sempre foi, o duplo vínculo de fraternidade entre os homens, isto é, re-ligar. Tudo que liga, que une, é religioso, enquanto o que desune é irreligioso. Bastaria esta significação para vermos como as religiões positivas tem falhado em seu papel fundamental, que lhe é apontado pela própria etimologia. Ao contrário, tem sido causas de guerras sem fim, cada uma desejando dominar o mundo, e sempre intencionado apoderar-se do Poder Temporal, que gera a religião de estado, este um dos maiores empecilhos à civilização, pois gerador da intolerância, fanatismo e superstição.

Realmente, as religiões de massa não tem sido um bom caminho; por outro lado, a caridade exercida pessoal e desapegadamente tem sido sempre a demonstração de bom caráter, que é em si a base do espírito religioso ou devocional.

A Ciência hodierna, por outro lado, ainda nega as realidades científicas do Karma e da Reencarnação – verdades básicas na vida!

A estas duas, posta-se a Arte, que pode dar ao homem maior amplitude espiritual, bem acima da Ciência vulgar e das Religiões positivas, sobretudo as ocidentais. Há nela uma grande esperança, como caminho redentor, à elevação de nossa civilização, muito embora ela mesma, nos dias de hoje, tenha sido reificada comercialmente, adaptada aos errôneos gostos societários em plena decadência, e desprovida de sua mais alta mostra de espiritualidade.

Redentores na Arte são Leonardo da Vinci e Beethoven, entre muitos outros. Neles está a essência do coração da Arte.

Ambos os caminhos, logo se vê, necessitam passar por transformações urgentes, se para a melhora de nossas vidas estejamos focando.

Na Divina Arte, que é a Música, nada supera a tríade fantástica de Bach-Beethoven-Wagner, como sugerem muitos teósofos. São os que mais longe nos levam em direção ao infinito, às alturas celestes! É como se fizessem baixar a este mundo a linguagem desconcertante e incógnita de mundos superiores, habitados por gentes também superiores.

Florida será esta terra quando no futuro apareçam novos grandes gênios que revolucionem suas artes. Do mesmo modo, quando as Religiões deixarem a letra que mata em pró do espírito que vivifica. E assim também a Ciência, quando deixar de ser tão materialista e passar a cogitar os píncaros da metafísica como seu régio substratum.

William Blake

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