Poemas

Javier Alberto Prendes Morejón, coleção “Figuras Místicas

1

Ó Guadalupe, dos majestosos olhos violetas

que recendem a perfumes de jasmim!

Teus músicos, pintores e poetas

no ocaso e aurora de suas vidas

se inclinam ante Tua beleza!

És a beladona das estrelas,

o véu de Hécate, Diana e Selene!

2

O lírio se desvanece,

mas a vida é eterna ressureição.

Esgota-se um ciclo,

irrompe novo albor.

Destronam-se as religiões,

eleva-se a angústia.

O Super-Homem é, não o mais forte,

mas o mais profundo.

Cavernosa é a verdade.

Pelas aberturas subterrâneas

chega-se ao Paraíso,

o Orco resplandecente!

Dê-se ao homem o incentivo

de pesquisar por si próprio,

de esgueirar os mais distintos ângulos

e divisará, na dialética,

o sincretismo salvador.

Porfia em ti mesmo,

santuário do Deus interno.

Mais penetrante que a razão

é a intuição.

Velhos há que são crianças,

e crianças que são velhas.

Descerra a cortina, o véu, a muralha.

Penetra no abismo do qual és rebento.

Resplandece em fulgor sidéreo

a luz oracular que forma teu Ser verdadeiro.

Estuda, compara e sintetiza,

segundo a analogia.

Sê filalético!

Busca, em todas as tradições,

o suprassumo, o mel, a ambrosia.

No fundo do rio

estão as pepitas.

Nas profundezas das minas

as esmeraldas.

Aurifulgente és,

em teu âmago. 

Purifica tua alma

no esplendor divino

em que vive teu espírito.

Nele não há chagas nem erros.

Uma sinfonia de melodias indescritíveis

e um roçar de perfumes embriagantes

perfazem o lustríssimo candor de teu Ser.

Volta teus olhos ao espírito que vivifica.

Aparta-te da letra que mata.

Sê verdadeiramente religioso:

conserva o caráter!

3

Quanto maior a altura, maior o abismo;

a quem muito se dá, muito é pedido.

O olho se deslumbra e cega à luz do Sol,

mas o Sol não se cega ao fitar o efêmero homem.

Sejamos como o Sol para vermos com clareza,

e como a Lua para amarmos com ardor.

4

Pedra rubra e diamantina é o coração

Suas asas levam à Eternidade

Ao coração de Deus

E assim voar podemos por céus abstratos

E imateriais

5

Unam-se as margens do Leste ao Oeste do orbe,

de onde nasce o Sol manso aonde ele dorme turbulento,

porque só na Unidade o homem

realiza o mister de ser Homem,

e só assim conclui o desiderato da Lei Eterna.

6

Os lotos azuis perfumam os ares embotados.

O “lha” e o “ma”, no fundo,

constituem uma só coisa.

Tudo que é especioso estua

diante de orfélicos adágios.

A vida é, pois, um apólogo,

um laço consorcial entre a Natureza e o Iniciado,

é o Anel da Virtude.

Nas aras do cume,

caprinos chifres.

7

Pior que a pandemia viral

é aquela outra pandemia da Ignorância

ou Avidya, que ao longo da História tem

produzido muito mais mortes,

na quase contínua catarse de guerras

e ódios fraticidas.

No campo de Kurukshetra,

em que se digladiam os renovados

Kurus e Pândavas,

ouve-se o troar das conchas e tamborins

ritmados por chuvas de estrelas

e espocar de larvas vulcânicas. 

Na Jungfrau, na floresta negra,

espinhosas cruzes de cedro

martirizam os homens.

Adagas cravadas

nas delicadas rosas vermelhas

sangram as almas,

um corcel de lágrimas e pranto.

Evola-se aos céus o fremir

do choro das mães.

Inquietam-se os Deuses

em sua longânime ternura.

Ave ao novo horizonte

que se deslinda por sobre a dor!

No futuro não haverá Caims,

mas miríades de Weslungos!

8

Vê que o sentido da vida

é regressar à Fonte.

É metamorfosear-se

de Vida-Energia

em Vida-Consciência.

Tendo provindo o Eu

do alto mais alto,

precipita-se plano a plano

até descer ao mais baixo do baixo.

Busca, assim, adquirir

todas as experiências possíveis,

para engordada,

regressar riquíssima à Fonte.

Tendo seguido Hermes, Pitágoras, Platão,

Krishna, Gautama, Jesus, Orfeu e Osíris;

tendo aprendido com teu próprio Atma,

saberás discernir o Bem e o Mal;

terás cumprido o teu ciclo neste baixo mundo.

9

Ó Musas!

Ninfas de cabelos eriçados,

bordadas de sorrisos e encantos mil.

Se dignos formos,

suas músicas nossas almas ecoarão.

E se não… ai, pobres de nós!

10

Por que os grandes líderes amam,

tão costumeiramente,

a glória mundana,

ao invés do amor às artes e às ciências?

Assomam-se, quase sempre,

ao avaro Ego inferior,

e lhe erigem um altar.

11

Prometeo

En cuanto Prometeo encadenado

no encuentre a su Hierofante

que lo guie a la cripta,

al Hades,

al Templo Inferior,

el buitre de las pasiones

le devorará los órganos.

Después que sea tres veces submergido

en el rio Phlegetonte,

renascerá como nuevo hombre

-no más será una Personalidad.

12

A los poetas místicos

Tipola fue maestro de Naropa,

que fue maestro de Marpa,

que a su vez fue maestro de Milarepa.

Mahamudra es el sendero perseguido,

sunyata es donde reposa el yogue.

Kabir, Omar Khayyam, Rumi,

Hafez de Shiraz, Basho, San Juan de la Cruz,

Rabindranath Tagore y Kalhil Gibran…

son solo algunos pocos

que representan el gran mistico ideal

de la unión con el Bien-Amado.   

13

Eleusis

¡Atenas, “edificio sagrado de los dioses”,

y Eleusis, corriente purificadora

de los hombres,

que diste nacimiento a lo mejor

de la progenie de Grecia!

¡En tus Misterios han bebido

y comido pan y vino

los filósofos y poetas! 

14

La esencia ultima

Nuestro ser, en su más hondo principio,

es impenetrable al mal.

La esencia última es pura e indestructible.

Es en nuestra alma animal

donde padecemos nuestros tormentos.

15

Los Infiernos según los antiguos

¡Nos mandáis al infierno, clérigos iracundos,

pero no sabéis que tal morada es santa!

Para allá fueron Herakles, Orfeu y Teseu,

y cuantos más valerosos,

entre antorchas ardientes y el rito nocturno;

para los antiguos descenso sagrado,

tras la última prueba salir Iniciado.

16

Sol y Tierra

Vulcano desposo Venus, diosa del mar.

Osiris e Isis, Bel y Astarté,

Odín y Freya, Belen y Virgo Partitura,

Apolo y Magna Mater:

son todos la adoración

del Sol y la Tierra,

del Espírito y la Materia,

en el ancestral rito,

in toto pagano y sabio.  

17

Lojas

Loja, Loka o Logos; fortalezas-templos,

Synaxis, Agyrmos o Domus Aureo;

los antiguos cafés franceses y los Ateneos:

son todos lugares donde ciertas cosas son discutidas;

donde las cosas del espíritu brillan.

Podrán los hogares convertirse en santas casas

y locales de elevación espiritual,                                                  

así auxiliaríamos a un nuevo renacimiento cultural,

así auxiliaríamos el Dharma.  

18

Lo mejor de cada papel representado

Lo mejor de nuestros últimos papeles representados

como actores en la tierra,

será lo mejor de nuestros atributos

en los próximos papeles. 

19

Rhemata

¡Cuantas rhematas no dijeron

los Apolos de todos los tiempos!

Palabras perdidas en la historia,

enseñanzas destinadas a unos pocos,

receptáculos de los rayos del Cristo-Sol.

20

Yo Divino

En nosotros el Verbo Vivo,

el Unigénito Hijo, el Yo Divino,

sin fragilidad, omnipresente, incorruptible,

inmortal – el Séptimo Principio.

Javier Alberto Prendes Morejón, coleção “Figuras Místicas”

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