Considerações filosóficas de Einstein sobre Exército, Mistério e Religião – Por Albert Einstein

Palavras sapientíssimas de Einstein, por sinal leitor da Doutrina Secreta de Helena Petrovna Blavatsky

“A pior das instituições humanas se chama exército”, escreveu Einstein. “Eu o odeio. Se um homem puder sentir qualquer prazer em desfilar aos sons de música, eu desprezo este homem… Deveríamos fazer desaparecer o mais depressa possível da civilização este câncer, o exército. Detesto com todas as forças o heroísmo obrigatório, a violência gratuita e o nacionalismo estreito. A guerra é a coisa mais desprezível que existe. Preferiria deixar-me assassinar a participar desta indignidade. No entanto, creio profundamente na humanidade. Sei que este câncer de há muito deveria ter sido extirpado. Mas o bom senso dos homens é sistematicamente corrompido. E os culpados são: escola, imprensa, mundo dos negócios, mundo político.”

“O mistério da vida me causa a mais forte emoção”, escreveu. “É o mesmo sentimento que desperta a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece esta sensação, ou se não pode mais experimentar assombro ou surpresa, já é um morto-vivo, e seus olhos se cegaram. A realidade secreta do mistério que constitui a religião é, também, aureolada de temor. Por isso os homens reconhecem algo de impenetrável às suas inteligências, mas eles conhecem as manifestações externas desta ordem suprema e da Beleza inalterável. Os homens se confessam limitados, e seu espírito não pode apreender esta perfeição. E este conhecimento e esta confissão tomam o nome de religião. Deste modo, mas somente deste modo, sou profundamente religioso. (…) Não me canso de contemplar o mistério da eternidade da vida.”

“Notam-se exemplos desta religião cósmica nos seus primeiros momentos de evolução em alguns salmos de Davi ou em alguns profetas. Em grau infinitamente mais elevado, o budismo organiza os dados do cosmo, que os maravilhosos textos de Schopenhauer nos ensinaram a decifrar. Ora, os gênios-religiosos de todos os tempos distinguiram-se por esta religiosidade diante do cosmo. Ela não tem dogmas nem Deus concebido à imagem do homem, portanto nenhuma igreja ensina a religião cósmica. Temos também a impressão de que os hereges de todos os tempos da história humana se nutriam com esta forma superior de religião. Contudo, seus contemporâneos muitas vezes os tinham por suspeitos de ateísmo, e às vezes também de santidade. Considerados deste ponto de vista, homens como Demócrito, Francisco de Assis ou Spinoza se assemelham profundamente.”

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