Poema (Gazal em louvor de Hafiz) – Por Manoel Bandeira





Escuta o gazal que fiz,

Darling, em louvor de Hafiz:

– Poeta de Chiraz, teu verso

Tuas mágoas e as minhas diz.

Pois no mistério do mundo

Também me sinto infeliz.

Falaste: “Amarei constante

Aquela que não me quis.”

E as filhas de Samarcanda,

Cameleiros e sufis

Ainda repetem os cantos

Em que choras e sorris.

As bem-amadas ingratas,

São pó; tu, vives, Hafiz!

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